ter de reaprender a fazer contas de dividir, 28 anos depois de me julgar livre destes stresses para o resto da vida. Curiosamente, rara é a pessoa que ainda as sabe fazer. Sei disto porque eu perguntei a uma data de gente "Olha lá... sabes fazer contas de dividir? Ensinas-me?". A resposta foi invariavelmente um "Contas de quê? Ahahahahahah! Onde isso já vai...!".
Ver-me assim desesperada (perante as ameaças da professora de que a minha filha "é das poucas que ainda não percebeu nada daquilo, e como a posso passar de classe assim? E como será para o ano? É que não lhe entra na cabeça...!"), forçou-me a tomar medidas drásticas. Engalfinhei-me no Youtube e não saí de lá até saber fazer as malditas contas. Cheguei a casa, de peito inchado, toda valente e em dez minutos (DEZ MINUTOS!!) ensinei a miúda a fazer as equações. Em vinte, errou uma.
Não estou a dizer que a professora não saiba ensinar... nada disso... afinal, 90% da turma aprendeu a matéria sem qualquer problema. O que estou a dizer é que todas as crianças são diferentes e com diversos níveis de capacidade de aprendizagem. Bastou eu alterar o vocabulário da explicação e carregar a coisa com muito amor de mãe.
Acho que há muito professores que rotulam demasiado rapidamente crianças como "alunos com dificuldades de aprendizagem", em vez de olharem para si mesmos como "professores com alguma dificuldade em ensinar".
Acho que há muito professores que rotulam demasiado rapidamente crianças como "alunos com dificuldades de aprendizagem", em vez de olharem para si mesmos como "professores com alguma dificuldade em ensinar".










