rais parta que aquilo é tudo tão lindo que até faz doer as vistas. Se bem que o que me marcou mais nem foi tanto a beleza da cidade medieval, mas sim o passeio de barco pelos canais. Não por ter sido um passeio de uma beleza extraordinária, mas sim por ter começado a chover torrencialmente a meio do percurso. A malta deixou Bruges ensopada e em pré estado de hipotermia.
De tudo o que se fez na Bélgica, o mais atlético foi descer o rio Dinant de caiaque (onde a malta percebeu que enfiar-se pelos arbustos adentro das margens pode aleijar um bocado), e um passeio de trinta e tal km de bicicleta que parece muito, mas que na realidade não custa nada porque o terreno é completamente plano.
Há quintas de cultivo por todo o lado. Cercas com vacas, ovelhas, cavalos, póneis e até (caramba) veados. E é tudo verde, verde, verdeeeeeeeee.
O tempo é uma desgraça. Convida à depressão o mais optimista dos seres. Em pleno Agosto só não levei com chuva na tola durante dois dias. Todo aquele verde tem esse preço, quanto a mim, demasiado elevado.
Em Bruxelas assisti ao atendimento mais antipático que vi na vida (incluindo filmes de Hollywood) numa lojinha de waffles. Só faltou à miúda que estava a atender chibatear os clientes, e só me faltou a mim esfregar-lhe o waffle cheio de chantilly nas trombas.
Fiquem também a saber que na Bélgica, em 95% dos casos, ninguém entra numa casa de banho sem pagar uma média de trinta a cinquenta cêntimos. Até no McDonald's e estações de comboio pá!
E pronto. Ide visitar. Ide e rejubilai (e levai bastantes trocos no bolso).