E então, pretendo começar assim:
Votar caiu em desuso. Infelizmente a abstenção é a rainha do carnaval. Tenho pena (eu, que nunca falhei uma eleição ou um referendo) de ver metade do país lavar as mãos deste assunto, apesar de continuarem a bradar aos céus que isto tá tudo fodido, que isto tá uma merda que os políticos são todos uma cambada de corruptos e de chupista.
Quem não se identifica com nenhum partido, que mostre o seu descontentamento levantando o rabinho do sofá e ao menos votar em branco.
Ainda nem há menos de 100 anos, as mulheres não podiam votar. Tiveram de fazer muito chinfrim e bate pé, apanhar no lombo e ir de cana até que lhes fosse concedido esse direito. Já para não falar da Emily Wilding Davison, (ganda maluca pá! Um brinde a ti, onde quer que estejas) que se atirou em 1913 para a frente do cavalo rei de Inglaterra como forma de protesto. Foi a primeira a morrer por esta causa, mas mais houveram.
Se houve tanta gente que lutou, morreu, sofreu por este direito, como é possível que ele seja tão desprezado hoje em dia? Não percebo. Pronto. Sei que temos o dever de votar, mas temos o direito de não o fazer. Liberdade é isso mesmo... mas não entendo. Nada a fazer.










