quarta-feira, 4 de maio de 2011

E sem net

perdi tudo. Perdi a oportunidade de gozar com o casamento real e com o vestido insípido da Kate. Perdi a oportunidade de gozar com o Ossama (tinha uma piada mesmo gira, a sério). Perdi a oportunidade de gozar em primeira mão com a versão portuguesa do Biggest Loser. Perdi a oportunidade de gozar com outra coisa de que agora não me estou a lembrar...
Sinto-me uma pária da blogosfera. Sinto-me uma outcast. Sinto-me tão sóóóóóó.

Espero bem que a PT se fod@

eles e o seu "prazo máximo de rectificação da situação de 72h". Eles e o seu sistema de atendimento de chamadas de "marque 1", "marque 2", "marque 3", que impede uma pessoa de berrar com pessoas a sério. Eles e a mania de não perceberem que eu tenho um blog que precisa de ser actualizado no mínimo de 3 em 3 dias. Eles e a desculpa da "avaria na central", quando toda a gente sabe que o que se passa é que um bando de chico-espertos anda a roubar os cabos de cobre. Deviam de instalar câmaras de vigilância e atar rottweilers aos posts, pelo menos na minha área de residência. Não percebem pá? Eu tenho um blog, carago!
Isto deixa-me num estado de nervos tal, que já comi 8 pacotes de bolachas maria hoje. -.-'

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu juro, mas juro mesmo

que um dia venho aqui actualizar isto. Acalmai-vos almas torturadas e ávidas. I shall be back. Tenho tido a vida recheada de contingências, o que é chato na medida em que as contingências interferem na inércia total e proliferante do meu dia-a-dia e me impedem de procrastinar em condições.
Mas ao menos acabaram as férias escolares. Valha-nos isso. Estive prestes a disparar um lança-chamas à cabeça. Deve doer um bocadinho, mas eu já estava por tudo... Não me ter metido na droga já foi uma sorte. Quer dizer, não a tinha à mão... só Valiuns. Valium conta como droga? Nem sei... whatever.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Eu gostei da Mary


talvez por ela ter um sonho muito parecido com o meu... casar com um príncipe e viver num castelo na Escócia. Bate tudo certo, tirando a parte de casar com um príncipe (há lá pachorra para aquela panóplia diária de protocolos, recepções, cerimónias e merdinhas...).
Mary and Max. é um filme negro sobre tristeza, inadaptação e solidão, mas sobretudo é um filme sobre uma amizade improvável que atravessa um oceano e dura até à morte. Soltei a lagrimita da praxe no fim, pá. Lá teve de ser.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ontem vi um filme

com um homem não muito esperto. Burro, pronto. Quando ele e a mulher decidem ter um filho, toma conhecimento de um procedimento médico que alteraria o embrião de forma a criar um ser humano com uma inteligência muito a cima da média. Um génio, portanto. O desgraçado, na plena consciência de que de inteligente não tem nada e de que a burrice é provavelmente hereditária, rouba uns milhares de dólares a um chefe da máfia para pagar a alteração genética do embrião. O tipo acabou em fatias nas traseiras de uma charcutaria, o que transmite a habitual mensagem de que quem se mete com a máfia, fode-se, mas a questão é que o filho nasceu dotado daquela tal inteligência acima da média e o pai não morreu em vão.
E estas coisas todas, aliadas à reportagem da SIC "Geografia do (des)emprego" que eu tinha acabado de ver, mais os dez meses de envios de currículos, levam-me a pensar se não deveria agarrar nos que amo e mandar-me daqui para fora enquanto posso. Este é um país sem esperança, sem futuro. 
Não é preciso acabar em fatias na traseira de uma charcutaria, basta a coragem de meter um carimbo num passaporte e dizer adeus a esta porra toda.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

E sempre que eu estou prestes a chegar à conclusão de que o Facebook não serve para absolutamente nada

sou surpreendida por alguém. Sempre assim, com música.



E à pála desta e de outras, vai valendo a pena manter a conta aberta.

Ser mãe é

"Por favor, não comas mais daqueles iogurtes de dieta, porque quando eu durmo contigo é maravilhoso porque tu és toda tãooooo fofinha"

-.-'

sábado, 9 de abril de 2011

Acabei de escrever um post ainda mais parvo que o anterior

mas não o vou postar já. Nah nah nah. Vou guarda-lo nos rascunhos. Fica para uma emergência.

Num mundo perfeito não haveria guerra, nem fome, nem miss américas, nem sapatos apertados, nem pobreza, nem...


 não, não. Um mundo perfeito não é nada disso que vocês pensam... num mundo perfeito o Diogo Infante seria 100% heterossexual e não seria actor (mau) mas sim um vinicultor com 20 hectares de vinha nas encostas do Douro, que ocuparia os tempos livres a fazer pequenos mas magníficos trabalhos de carpintaria. Pronto, assim é que era.
Vinho e cheiro a serradura. Just perrrrrrfect.

nota: que é que queriam? Postar aos Sábados à noite dá sempre merdA. Mil perdões. Mil e uma, pronto, e não se fala mais nisso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aquela frase do Epicuro

"Faz tudo como se alguém te contemplasse", é a coisa mais assustadora que eu já ouvi na vida. Brrrrr. Mas a malta gosta e espalha aquilo por todo o lado. É estranha a malta.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sempre

me considerei uma pessoa razoável e pacata. Só andei à porrada uma única vez, nos meus já longínquos anos de liceu. Há 1200 anos, portanto. Uma certa fulana estava a pedir que eu argumentasse, solidificasse o meu ponto de vista e a chamasse à razão com um sobrelotado dossier A4 de argolas largas, e foi isso que fiz. Ter-lhe dado um valente abanão e espetado um calduço na tola soube-me pela vida, e ainda hoje, 1200 anos depois, recordo com melancolia e saudade aquele momento tão especial. Ainda lhe chamei "sua vaca mentirosa!", porque pancada e silêncio não combinam, além de que ela  era uma vaca e uma mentirosa. A razão fulcral do atrito tomou com o tempo contornos difusos, mas aquele momento em que a fulana me olhou nos olhos com um ar completamente aterrorizado e indefeso ainda hoje me consola nos momentos menos felizes.
Com a idade estes nossos instintos animalescos são abafados pelo socialmente aceitável/recomendável, e a menos que pertençamos a uma claque de futebol, andar por aí à pancada é coisa muito mal vista.
Resta-nos usar a diplomacia (muita, toda) e tentar fazer o menor número de inimigos possível durante este nosso percurso, pois se há coisa que a vida me ensinou, é que podemos ter um desses inimigos a fazer-nos uma entrevista de emprego quando menos esperamos. Poissss.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dead Can Dance

Photobucket

se for ouvido quando se está bem disposto, pode elevar-nos ao céu (o céu versão pagã, atenção... o céu católico deve ser muito aborrecido com missas todos os dias e assim). Se for ouvido quando se está deprimido, é coisa para levar uma pessoa ao suicídio. Qualquer coisa servirá. Um comboio em andamento, um precipício, um balde meio de água, a faca de trinchar, um cotonete...



(para vosso azar apeteceu-me ouvir duas horas disto hoje, e não ontem)

Pipi long stock

a tua sorte é que eu me ri. Caso contrário era pessoa para, pessoalmente, enfiar um saca-rolhas up your ass.

nota: e veste mais qualquer coisa,  miúda. Sei que já chegou a Primavera mas o tempo ainda está fresquito. Fico preocupada pá.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Completamente viciada

nos reality shows do Canal 1, SIC e TVI. O problema é que passam todos às 8h da noite e é difícil acompanhar. E quando um faz um intervalo, fazem todos intervalo. As bestas. 

nota: mas nada supera o Hell's Kitchen... não perco um e às vezes até vejo repetidos. Sou tão anormal. Tenham pena de mim, que sou um ser inconsciente e não tenho culpa de nada...

domingo, 27 de março de 2011

Mistérios insondáveis que me tiram o sono à noite


um deles é quem construiu as figuras de Nazca e porquê. O não saber dá-me cabo do sistema nervoso sempre que me lembro daquilo. Algumas têm com centenas de metros. Só podem ser vistas do ar, pelo amor da santa! Porque é que povos tão primitivos terão construído aquilo? Porquêêêêê? Só de pensar fico com a pálpebra do olho direito a tremelicar.

Outro mistério que eu adoraria ver esclarecido é porque raio precisamos da "hora de Inverno". Porque é que não podemos ficar sempre no horário de Verão? Porquê, porquê?? Não faz sentido nenhum. Nenhum! Ainda se fossemos um país nórdico eu ainda percebia, por causa do aproveitamento da luz solar e coisas que tais, mas em Portugal se há coisa que não falta é tempo de luz solar. E o consumo de energia não dispara no horário de Inverno? Hum? E depois ainda temos de andar duas semanas todos fºdidOs até o corpo se habituar, numa espécie de jet lag ou o raio. Não me gusta isto. Não me gusta mesmo nada.

terça-feira, 22 de março de 2011

Porque é que tenho as gavetas atoladas de canetas que não escrevem?

 E porque é que ninguém tem a coragem de as mandar fora? Porque é que o facto de a carga de tinta só ir a meio nos impede de as atirar para o lixo, mesmo que nunca tenham escrito nada de jeito desde o primeiro dia? Às vezes já vêm a escrever aos solavancos quando são compradas. E depois temos de andar à procura de uma folha de papel onde possamos fazer círculos frenéticos no canto superior direito até a caneta dar sinal de vida, e com um tom misto de alivio e satisfação dizemos, "pronto, já está a escrever". Mas é só temporário, não é? À segunda frase já parou de escrever outra vez. Molha-se então o bico da caneta com a ponta da língua numa tentativa desesperada de ressuscitação. Mas não dá em nada, e pronto, atira-se outra vez para a gaveta (afinal a carga ainda só vai a meio) e vai-se procurar outra. Existe até a típica frase: "Há por aí alguma caneta que escreva?". Frase essa que pressupõe à priori que a caneta tem 80% de hipóteses de não escrever. É bem capaz de existir uma conspiração das fábricas de canetas. Fazem aquela porra secar a meio. Bestas.
E depois há a canetas fixes. As canetas giras. As canetas de marca. Essas não se mandam fora nunca porque APENAS precisam de uma carga nova. "Ah, essa caneta é mesmo boa.. só precisa de uma carga nova", dizemos. Mas nunca ninguém compra cargas novas pois não? E as canetas para lá ficam nas gavetas, não é? Poizé.
Chateia-me isto das canetas. Mesmo.

nota: já para não falar das canetas brancas simples que têm uma tampa verde ou vermelha. E uma pessoa vai e "porreiro, esta escreve verde", e vai-se a ver a tampa verde ou vermelha não passa de decoração, porque a caneta simplesmente escreve azul. "Oh fºda-se! Isto escreve azul!".  Isto das canetas chateia pá. O tempo que se perde... Chateia. Bah

segunda-feira, 21 de março de 2011

Li que

"Segundo investigadores alemães, o simples acto de cantar pode reforçar até 240% o nosso sistema imunitário e estimular a produção das hormonas anti-stress."

Por isso é que eu sou rija que nem cornos. Passo o tempo a cantar, que é para espantar os males e assim. Infelizmente não são só os males que eu espanto, porque o meu talento para o canto é inversamente proporcional ao meu gosto pelo mesmo. Mas eu canto na mesma. Até que a voz me doa.  Se não sei a letra de cor, invento. Preencho os espaços com palavras cuja a sonoridade me pareça parecida. Eu até acho que nesta coisa que é a vida, a minha missão é mesmo essa. Assassinar impiedosamente todas as canções que me aparecerem à frente com esta minha voz de fundo de poço. Felizmente, para este mundo em que vivemos, o meu timbre único e inimitável.

nota: Está um sol do caraças e eu vou pisgar-me daqui. Se eu fosse simpática não me ia embora sem vos desejar uma boa semana. Mas pronto, fica para uma próxima personalidade. 

terça-feira, 15 de março de 2011

Sempre que o meu labrador

vomita no chão da sala, eu levanto os braços aos céus e, de caras com o divino, pergunto porque raio não comprei antes um pinscher.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O tsunami atingiu o país errado... aquilo não passou de um erro de cálculo

O tsunami devia ter atingido a costa do Algarve, dado a volta pela direita e varrido isto tudo de uma ponta à outra.
O problema de Portugal é só um, a sua população*. O resto está tudo bem. Portugal tem uma paisagem lindíssima, uma história cultural das mais interessantes do mundo, um clima do caraças, uma extensão de areais de bradar aos céus e uma gastronomia orgásmica. O problema reside apenas nas pessoas que habitam este paraíso.
Portanto, do que este país precisa é de uma onda gigante (daqueles com de 15 metros de altura , porque o terreno é muito acidentado),  que limpe daqui esta gente toda e lhe dê a possibilidade de um fresh start
E para aqueles que estiverem para aí com a conversa do costume "Ah, esta Anouc só escreve merda! É um post atrás do outro. Não diz nada que se aproveite, a parva. Puta ca pariu, do que ela precisa é de levar com um tsunami nos cornos a ver se deixa de dizer baboseiras, a estúpida. A brincar com coisas sérias. Besta!". Pois, lamento informar-vos mas já me precavi para a possibilidade de um tsunami. Comprei um kit de bóias para os braços. Hei-de safar-me. Vão buscariiii!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Senhores das medidas de austeridade

podem vir cá a casa buscar o que tenho na despensa. Devem lá estar umas 10 embalagens de leite meio gordo e uma data considerável de conservas. Também lá estão três embalagens de Ice-T, mas não é mesmo da Ice-T, mas sim da linha branca do Pingo Doce. Por esse facto peço imensa desculpa. Tenho uma fruteira com 23 laranjas e sete limões (toda a gente me oferece laranjas, começo a achar que isto se trata de uma tentativa de homicídio por crise de fígado.)  Levem as embalagens de queijo, fiambre e chourição do frigorífico. Levem, levem tudo. Tenho um resto de sopa de feijão num tupperware que a minha mãe deu há dois dias. Levem também, levem. Também tenho uma data de coisas no congelador, mas para levarem isso talvez precisem de mala térmica... não se será cómodo para vós. E o meu cartão multibanco é todo vosso. Deixem-me só anotar o pin num papelinho. Levem, levem. Eu sei que é por uma causa nobre e por isso não me importo de ter de descobrir quantos dias dará para sobreviver a água. Levem o carro também. Já está pago, não se preocupem. Sei que depois de todos estes esforços o país vai reerguer-se e as mentalidades vão regenerar-se. Sei que vão substituir os vossos topos de gama por Renaults 5 e que vão passar a ganhar o salário mínimo como símbolo de solidariedade e de empatia para com o resto do povo. E claro, como prova de que a austeridade vem de dentro.
A sério, eu já tenho a porta da entrada aberta e aguardo-vos impacientemente. Entrem e levem tudo. Por favor, por quem sois.. eu insisto.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Beef Wellington... nhê


Não teve grande efeito em mim. Houve quem tenha adorado e repetido duas vezes, mas eu vi-me aflita para acabar o meu. Deve ter sido da massa folhada... ou daquela pasta de cogumelos. Ou então estava kinda raw. Ou não estava cooked perfectly. Ou então o melhor seria o chef Ramsay vir cá a casa cozinhar-me um pessoalmente. Ou então eu é mais feijoada... ou bacalhau à lagareiro, ou na telha, ou com broa.

O chessecake salvou a noite. Sem dúvida.

Fuck PT

mais as suas constantes "avarias na central" que me obrigam a estar dias e mais dias sem internet, logo completamente desligada do tão saudável e elucidativo mundo virtual.
Acredito que assim que souberam que fiquei sem linha, uma equipa de cinco técnicos e doze engenheiros se reuniu ao pé do botão correspondente à minha casa (sim, para mim cada casa tem um botão) e, protegidos por uma brigada da força de intervenção, tenham passado as últimas 79h de volta do problema. Consultaram manuais, contactaram gurus, senseis e videntes, fizeram a dança da chuva e foram a  Fátima a pé. É nisso que quero acreditar, porque caso a coisa não se tenha passado mais ao menos nesses termos, fuck them all!

sábado, 5 de março de 2011

Ora vamos lá então a ver se eu percebi como é que isto funciona, que é como quem diz... em rota de colisão com o Beef Wellington

nota mental: tentar não me distrair com o Chef Ramsay e prestar efecticamente atenção à receita




Dependendo do grau de magnificência ou não, posto fotos, pois se há coisa que eu aprendi na blogosfera, é que se não metermos fotos, é porque na realidade não aconteceu. Há que apresentar provas.
Como o bife Wellington não me saía da cabeça (ao ponto de as insónias e os tremores terem piorado), cá vou aventurar-me, provavelmente desastrosamente mas sempre valentemente, pelos meandros da tal cozinha de topo, que requer uma panóplia de utensílios, técnicas e merdinhas que não lembram ao menino jesus.
O mr. hubby fica encarregue do cheesecake e a minha esperança, é que no meio de tanta taça, espátula, frigideiras, batedeiras, pincéis, trituradoras e etc e tal, saia daqui alguma coisa de minimamente comestível. Ámen.

E vós ide, idi sambá (que está um tempo brutal para isso *riso histérico*) que eu fico à lareira a enfardar que nem um abade. E claro, a empurrar com tinto. Ba oui.

quinta-feira, 3 de março de 2011

(e enquanto estou com a mão na massa...) se não é um mistério do oculto, não sei o que será

o facto de nas casas de banho públicas da Segurança Social não haver papel, toalhas nem sabonete MAS haver bidé. A sério. Têm bidé. Quem raio vai usar bidé??

*calafrio na espinha*

Toda a gente que entra nas instalações da Segurança Social

 envelhece imediatamente 10 anos. Algumas chegam a envelhecer 15, e algumas (pasmem-se) chegam a envelhecer 20. Lá dentro ninguém tem bom aspecto. Todos têm cabelo baço e roupa frouxa. Só se vêem expressões de derrota e de velório. A louraça sexy assim que passa pela porta, transforma-se numa feirante de roulote de farturas com uma raiz preta de meio palmo. O senhor cinquentão cheio de charme e que até está bem conservado para a idade (sim senhor), assim que passa pela porta já vem de andarilho. O bebé que vem todo sorridente ao colo da mãe, assim que passa pela porta contrai gripe e começa a berrar de sono. Não há escapatória. É como entrar numa dimensão alternativa onde vários universos se fundem, cruzam e descruzam, tudo no espaço de 3h de tempo médio em que se está à espera.
Como minorar os males desta situação? Eu digo, porque ao contrário do que se diz por aí, sou mesmo porreira, pá. É simples:
Kit de sobrevivência para uma ida à SS:
.iPod com a bateria fully charged
.um livro (qualquer coisa que passe das 500 páginas)
.uma amiga que não se importe de estar connosco 3h ao telefone
.um puzzle de 10.000 peças

terça-feira, 1 de março de 2011

Essa coisa do CD da Pipoca ou da Ana Garcia Martins ou lá o que é

afinal serve para quê?
É apenas e só uma colectânea de músicas que ela gosta? Quer dizer... ela não as canta? Apenas apontou o dedo e disse; "esta, esta, esta, esta e aquela, ah e esta e esta e ainda aquela que agora não me estou lembrar o nome, ah já sei, aquela, e esta e aquela, pronto, CD feito." E há excertos de textos do blog por lá ou são mesmo só músicas?
E as receitas revertem a favor da UNICEF, ou da Abraço ou assim, ou são para ela mesmo? Tipo... estás a gozar comigo, só pode. Não percebo o objectivo nem a origem da ideia. Não percebo sequer quem possa ter interesse em comprar aquilo. 
Às vezes deparo-me com situações em que penso que devo estar dentro de um episódio do Twilight Zone ou o raio.

nota: alguém me pague um bilhete que eu emigro já amanhã. O destino não interessa sequer. Anywhere but here.

Os anúncios de emprego

podem ser extremamente castradores. Eu sei porque tenho lido muitos (pura literatura é o que é). Gosto principalmente do descomunal desnível entre o que a entidade empregadora exige e o que oferece. Não obstante, é o que temos, e uma pessoa chega a um ponto em que já se está a marimbar para o que oferecem, ainda mais se acabou de ver as notícias da SIC. E então percorro os meus olhinhos pelo anúncio e vou acenando a cada ponto:
Pretende-se: 
Dinamismo -  Mas obviamente, sou uma pessoa muito dinâmica. Sou um autêntico dínamo.
Forte sentido de organização - Claro! Então não. Tenho o roupeiro organizado por cores, para que vejam...
- Forte capacidade de Trabalho - Não é para me gabar, mas sim, tenho. 
- Ambição pelo cumprimento de Objectivos - Não faço a mínima ideia de quais são os objectivos, mas claro que os quero e vou cumprir.
- 12ª Ano ou equivalente - Check.
- Disponibilidade imediata - Disponibilidade imediata há já uns meses valentes.
- Boa Apresentação - Ai é? AI É?!? Oh fºda-se!!! Pó caralhO tá?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Enganos acéfalos* Facebook

achar que se conseguem manter amizades via facebook. Não dá. O Facebook não vincula ou sustem nada.
Depois há as amizades ilusórias que passa basicamente por andar pelos murais de toda a gente a dizer "ai que saudades tuas!!" ou "ai que temos de combinar um café" e "ai que não te vejo há séculos... quando é que apareces?" ou "ai que temos de combinar qualquer coisa!". Nunca vão conseguir matar as saudades ou tomar um café, senão largarem aquela porra e ir efectivamente ter com as pessoas. Okay? Pronto.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Descobri ainda nem há 15 minutos

que deixei de ligar peva aos Óscares. Não quero saber. Depois de ter deixado de ligar aos Grammys  há uns oito anos, e mais tarde aos Golden Globe Awards, esta parece-me a ordem natural das coisas. Bastante lógico, até. Quase imperativo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Há pessoas que são como cães vadios

e uma pessoa sente curiosidade, ou pena. Oh ali para eles, oh tão sozinhos, tão abandonados, oh que ninguém quer saber... e os olhinhos, oh os olhinhos. E então "adoptamos" essas pessoas, não ligando ao facto de nada sabermos sobre elas, de onde vieram ou que percurso tiveram. Ignoramos a mesma vozinha que nos diz que não se deve dar uma festa a um cão desconhecido ou abandonado. Porque se o cão está sozinho e abandonado, deve ter passado um mau bocado e ter tido um percurso sinuoso e difícil Acima de tudo, tornam-se animais imprevisíveis. Tal como certas pessoas sozinhas (e/ou abandonadas). E depois, claro, quando menos esperamos vem uma dentada de boca aberta. E ficamos ali a olhar para a nossa mão a sangrar,  "Mas porque me fizeste isto?", o cão olharia de olhos esgazeados e fugiria de rabo entre as pernas. Uma pessoa apenas nos olharia nos olhos e diria "Porque não bato bem, ora... não se via logo?".

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Estou

estupidamente bem disposta (por motivos alheios e exteriores à minha vontade, atenção). Não sei bem como lidar com isto. Sinto-me meio perdida, até. Desorientada. Queria fazer coisas típicas de pessoas estupidamente bem dispostas, mas por falta de conhecimento e de pratica, nada me ocorre. Vou sentar-me no sofá muito sossegadita à espera que isto me passe. E espero que não dure muito tempo... não me está a apetecer nada ir amanhã de manhã para o SAP, ainda por cima a um Sábado. Nem às duas da tarde fico despachada. Dassss

Esta noite


sonhei que estava adoentada (logo por aí se vê o surreal da coisa, porque eu nunca fico doente. Quando ficar, fico-me de vez, para vosso gáudio, malvados) e que o Chef  Ramsay me fez uma chicken soup e depois ma trouxe numa bandeja de prata e berrou : "EAT THE FUCKING SOUP YOU STUPID COW!!". Depois eu provei e desatei a choramingar "But it's raw, it's raw..". Depois ele berrou outra vez "NOW!!! EAT THE FUCKING SOUP!! YOU ARE A DISGRACE!!!". E eu comi claro, antes que ele pegasse nela e ma despejasse pela cabeça.

nota: tenho de aprender a fazer Beef Wellington. Estou curiosíssima. Curiosíssima.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tenho como filosofia de vida

não levar chapéu de chuva quando está a chover, porque se está a chover, deve parar breve. Nunca chove durante muito tempo e não estou para andar com o peso morto do chapéu atrás. Quando me parece que vai chover, aí já o levo, porque nunca se sabe... É assim uma coisa meio para o invertido, mas na minha cabeça faz sentido (shiu).
Hoje quando quis ir para o carro choviam cães, gatos e elefantes. Fiquei prisioneira, protegida por uma varanda. Depois começou a cair granizo. Pensei "porreiro, granizo não molha". Pois não, granizo não molha, aleija. Parecia apanhada no fogo cruzado de quatro exércitos inimigos no mesmo campo de batalha. Por pouco não sobrevivia. 
E agora, enquanto aplico Hirudoid nos hematomas, penso que talvez não fosse má ideia mudar de filosofia de vida.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Estou tão entediada/cansada/apática/so fucking bored, dasss

que nem me apetece fazer o tradicional post vinagrento e acutilante a enxovalhar o dia dos namorados, e a lamechice, e os bouquets, e os presentinhos, e as idas aos restaurante, e os ursinhos de peluche, e os...

nota: maybe next year. Haja esperança.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Há mais posts na blogosfera sobre o Black Swan do que sobre sapatos

mas ainda assim não o vou ver tão depressa. Não estou de momento (de momento, pois) com estrutura emocional para isso.
Já percebi que vai para a minha lista "watch once, and try to forget"

Monster
Million Dollar Baby
Requiem for a Dream
The Wrestler
Boys Don't Cry

Se quiser ficar a bater mal, basta ir a uma caixa multibanco e tirar um extracto. É muito mais rápido e sempre poupo os €6 do bilhete.

adenda: talvez tivesse sido mais explícita se tivesse intitulado a lista de "watch once, love it and try to forget". Detesto quando não me faço entender. nhê

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Às vezes


as segundas escolhas são as mais acertadas... às vezes as ultimas também. Às vezes o último a ser escolhido por uma equipa, para um jogo de futebol é aquele que acaba por marcar dois golos. Não se livra da vergonha de ter visto os outros chamados um a um enquanto ele ficava para o fim, mas porra, marcou dois golos.
Às vezes as imitações ou as novas versões são melhores que o original. Superam-no. Têm mais qualidade, ou mais piada, ou tocam-nos mais ou são mais saborosos.
E é por isso que quem fica com o que quer logo à primeira, que só consome originais ou que olha cegamente para uma etiqueta perde tanto, mas tanto desta vida.




nota: como esta música por exemplo, tão melhor que a versão original... mas isto é mesmo só um exemplo, coisinha de nada.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

41 horas sem internet (relato de uma sobrevivente)

Fase 1 - Negação
Router morto. Telefone morto.
Não não não não não não e NÃO!
 Isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a aconteceristo não está a acontecer, isto não está a acontecer isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a aconteceristo não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer...

 Fase 2 - Revolta
Para resolver a avaria uma pessoa tem de telefonar… mas não há Google para ir ver o número da PT. Lista telefónica e tal, já nem me lembrava que existia isso . E as letras são microscópicas. Tão mas tão caninas ( caninas as in pequeno, não caninas as in cão) Tortura.
Depois já que tinha tanto tempo livre, resolvi fazer um bolo de iogurte… mas onde está a receita? Ah, no blog Se7e Pecados.  Melhor bolo de iogurte EVER. Porra pá. Tive de andar à procura de uma receita nos meus livros de culinária, mas aquilo nem tem comentários nem nada. Só problemas.
Não podia ir ao Youtube ver vídeos... restou-me ir buscar um CD e meter a tocar. O porta CD's é um móvel estilo pilar romano ou wtv. Tem os CD's organizados ao alto. Tive de inclinar a cabeça para encontrar o que queria. Dor de pescoço. Não lá mexia há anos.
As séries deixaram de ter piada. Até How I Met Your Mother me entediou.
Mails? Tenho mails? Não sei. 
E se alguém necessitar desesperadamente de falar comigo? Aaaaaaaaah!

Fase 3 - Aceitação
Depois dancei. Muito. Shantel, Adele, Deolinda, Melech Mechaya, Nirvana. Tudo e mais alguma coisa, basicamente.
Li metade da “Neve” de Pamuk (pejadinho de adjectivos btw. Vou ter de ter uma conversinha com um certo professor de literatura).
Arrumei, aspirei, lavei, passei. Estou prá qui que só eu sei. Acho que perdi 3kg por não ter net. Mais uns dias assim e era capaz de ir parar ao hospital por exaustão extrema.

Conclusão: sem internet, o mundo é um buraco escuro, húmido, pegajoso e clautrofobiante.(muitos adjectivos, sim. Se o Pamuk pode, porque é que eu não posso? Ai a mErdª)