a tua sorte é que eu me ri. Caso contrário era pessoa para, pessoalmente, enfiar um saca-rolhas up your ass.
nota: e veste mais qualquer coisa, miúda. Sei que já chegou a Primavera mas o tempo ainda está fresquito. Fico preocupada pá.
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Completamente viciada
nos reality shows do Canal 1, SIC e TVI. O problema é que passam todos às 8h da noite e é difícil acompanhar. E quando um faz um intervalo, fazem todos intervalo. As bestas.
nota: mas nada supera o Hell's Kitchen... não perco um e às vezes até vejo repetidos. Sou tão anormal. Tenham pena de mim, que sou um ser inconsciente e não tenho culpa de nada...
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Mistérios insondáveis que me tiram o sono à noite
um deles é quem construiu as figuras de Nazca e porquê. O não saber dá-me cabo do sistema nervoso sempre que me lembro daquilo. Algumas têm com centenas de metros. Só podem ser vistas do ar, pelo amor da santa! Porque é que povos tão primitivos terão construído aquilo? Porquêêêêê? Só de pensar fico com a pálpebra do olho direito a tremelicar.
Outro mistério que eu adoraria ver esclarecido é porque raio precisamos da "hora de Inverno". Porque é que não podemos ficar sempre no horário de Verão? Porquê, porquê?? Não faz sentido nenhum. Nenhum! Ainda se fossemos um país nórdico eu ainda percebia, por causa do aproveitamento da luz solar e coisas que tais, mas em Portugal se há coisa que não falta é tempo de luz solar. E o consumo de energia não dispara no horário de Inverno? Hum? E depois ainda temos de andar duas semanas todos fºdidOs até o corpo se habituar, numa espécie de jet lag ou o raio. Não me gusta isto. Não me gusta mesmo nada.
terça-feira, 22 de março de 2011
Porque é que tenho as gavetas atoladas de canetas que não escrevem?
E porque é que ninguém tem a coragem de as mandar fora? Porque é que o facto de a carga de tinta só ir a meio nos impede de as atirar para o lixo, mesmo que nunca tenham escrito nada de jeito desde o primeiro dia? Às vezes já vêm a escrever aos solavancos quando são compradas. E depois temos de andar à procura de uma folha de papel onde possamos fazer círculos frenéticos no canto superior direito até a caneta dar sinal de vida, e com um tom misto de alivio e satisfação dizemos, "pronto, já está a escrever". Mas é só temporário, não é? À segunda frase já parou de escrever outra vez. Molha-se então o bico da caneta com a ponta da língua numa tentativa desesperada de ressuscitação. Mas não dá em nada, e pronto, atira-se outra vez para a gaveta (afinal a carga ainda só vai a meio) e vai-se procurar outra. Existe até a típica frase: "Há por aí alguma caneta que escreva?". Frase essa que pressupõe à priori que a caneta tem 80% de hipóteses de não escrever. É bem capaz de existir uma conspiração das fábricas de canetas. Fazem aquela porra secar a meio. Bestas.
E depois há a canetas fixes. As canetas giras. As canetas de marca. Essas não se mandam fora nunca porque APENAS precisam de uma carga nova. "Ah, essa caneta é mesmo boa.. só precisa de uma carga nova", dizemos. Mas nunca ninguém compra cargas novas pois não? E as canetas para lá ficam nas gavetas, não é? Poizé.
Chateia-me isto das canetas. Mesmo.
nota: já para não falar das canetas brancas simples que têm uma tampa verde ou vermelha. E uma pessoa vai e "porreiro, esta escreve verde", e vai-se a ver a tampa verde ou vermelha não passa de decoração, porque a caneta simplesmente escreve azul. "Oh fºda-se! Isto escreve azul!". Isto das canetas chateia pá. O tempo que se perde... Chateia. Bah
segunda-feira, 21 de março de 2011
Li que
"Segundo investigadores alemães, o simples acto de cantar pode reforçar até 240% o nosso sistema imunitário e estimular a produção das hormonas anti-stress."
Por isso é que eu sou rija que nem cornos. Passo o tempo a cantar, que é para espantar os males e assim. Infelizmente não são só os males que eu espanto, porque o meu talento para o canto é inversamente proporcional ao meu gosto pelo mesmo. Mas eu canto na mesma. Até que a voz me doa. Se não sei a letra de cor, invento. Preencho os espaços com palavras cuja a sonoridade me pareça parecida. Eu até acho que nesta coisa que é a vida, a minha missão é mesmo essa. Assassinar impiedosamente todas as canções que me aparecerem à frente com esta minha voz de fundo de poço. Felizmente, para este mundo em que vivemos, o meu timbre único e inimitável.
nota: Está um sol do caraças e eu vou pisgar-me daqui. Se eu fosse simpática não me ia embora sem vos desejar uma boa semana. Mas pronto, fica para uma próxima personalidade.
nota: Está um sol do caraças e eu vou pisgar-me daqui. Se eu fosse simpática não me ia embora sem vos desejar uma boa semana. Mas pronto, fica para uma próxima personalidade.
terça-feira, 15 de março de 2011
Sempre que o meu labrador
vomita no chão da sala, eu levanto os braços aos céus e, de caras com o divino, pergunto porque raio não comprei antes um pinscher.
segunda-feira, 14 de março de 2011
O tsunami atingiu o país errado... aquilo não passou de um erro de cálculo
O tsunami devia ter atingido a costa do Algarve, dado a volta pela direita e varrido isto tudo de uma ponta à outra.
O problema de Portugal é só um, a sua população*. O resto está tudo bem. Portugal tem uma paisagem lindíssima, uma história cultural das mais interessantes do mundo, um clima do caraças, uma extensão de areais de bradar aos céus e uma gastronomia orgásmica. O problema reside apenas nas pessoas que habitam este paraíso.
Portanto, do que este país precisa é de uma onda gigante (daqueles com de 15 metros de altura , porque o terreno é muito acidentado), que limpe daqui esta gente toda e lhe dê a possibilidade de um fresh start.
E para aqueles que estiverem para aí com a conversa do costume "Ah, esta Anouc só escreve merda! É um post atrás do outro. Não diz nada que se aproveite, a parva. Puta ca pariu, do que ela precisa é de levar com um tsunami nos cornos a ver se deixa de dizer baboseiras, a estúpida. A brincar com coisas sérias. Besta!". Pois, lamento informar-vos mas já me precavi para a possibilidade de um tsunami. Comprei um kit de bóias para os braços. Hei-de safar-me. Vão buscariiii!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Senhores das medidas de austeridade
podem vir cá a casa buscar o que tenho na despensa. Devem lá estar umas 10 embalagens de leite meio gordo e uma data considerável de conservas. Também lá estão três embalagens de Ice-T, mas não é mesmo da Ice-T, mas sim da linha branca do Pingo Doce. Por esse facto peço imensa desculpa. Tenho uma fruteira com 23 laranjas e sete limões (toda a gente me oferece laranjas, começo a achar que isto se trata de uma tentativa de homicídio por crise de fígado.) Levem as embalagens de queijo, fiambre e chourição do frigorífico. Levem, levem tudo. Tenho um resto de sopa de feijão num tupperware que a minha mãe deu há dois dias. Levem também, levem. Também tenho uma data de coisas no congelador, mas para levarem isso talvez precisem de mala térmica... não se será cómodo para vós. E o meu cartão multibanco é todo vosso. Deixem-me só anotar o pin num papelinho. Levem, levem. Eu sei que é por uma causa nobre e por isso não me importo de ter de descobrir quantos dias dará para sobreviver a água. Levem o carro também. Já está pago, não se preocupem. Sei que depois de todos estes esforços o país vai reerguer-se e as mentalidades vão regenerar-se. Sei que vão substituir os vossos topos de gama por Renaults 5 e que vão passar a ganhar o salário mínimo como símbolo de solidariedade e de empatia para com o resto do povo. E claro, como prova de que a austeridade vem de dentro.
A sério, eu já tenho a porta da entrada aberta e aguardo-vos impacientemente. Entrem e levem tudo. Por favor, por quem sois.. eu insisto.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Beef Wellington... nhê
Não teve grande efeito em mim. Houve quem tenha adorado e repetido duas vezes, mas eu vi-me aflita para acabar o meu. Deve ter sido da massa folhada... ou daquela pasta de cogumelos. Ou então estava kinda raw. Ou não estava cooked perfectly. Ou então o melhor seria o chef Ramsay vir cá a casa cozinhar-me um pessoalmente. Ou então eu é mais feijoada... ou bacalhau à lagareiro, ou na telha, ou com broa.
O chessecake salvou a noite. Sem dúvida.
Fuck PT
mais as suas constantes "avarias na central" que me obrigam a estar dias e mais dias sem internet, logo completamente desligada do tão saudável e elucidativo mundo virtual.
Acredito que assim que souberam que fiquei sem linha, uma equipa de cinco técnicos e doze engenheiros se reuniu ao pé do botão correspondente à minha casa (sim, para mim cada casa tem um botão) e, protegidos por uma brigada da força de intervenção, tenham passado as últimas 79h de volta do problema. Consultaram manuais, contactaram gurus, senseis e videntes, fizeram a dança da chuva e foram a Fátima a pé. É nisso que quero acreditar, porque caso a coisa não se tenha passado mais ao menos nesses termos, fuck them all!
sábado, 5 de março de 2011
Ora vamos lá então a ver se eu percebi como é que isto funciona, que é como quem diz... em rota de colisão com o Beef Wellington
nota mental: tentar não me distrair com o Chef Ramsay e prestar efecticamente atenção à receita
Dependendo do grau de magnificência ou não, posto fotos, pois se há coisa que eu aprendi na blogosfera, é que se não metermos fotos, é porque na realidade não aconteceu. Há que apresentar provas.
Como o bife Wellington não me saía da cabeça (ao ponto de as insónias e os tremores terem piorado), cá vou aventurar-me, provavelmente desastrosamente mas sempre valentemente, pelos meandros da tal cozinha de topo, que requer uma panóplia de utensílios, técnicas e merdinhas que não lembram ao menino jesus.
O mr. hubby fica encarregue do cheesecake e a minha esperança, é que no meio de tanta taça, espátula, frigideiras, batedeiras, pincéis, trituradoras e etc e tal, saia daqui alguma coisa de minimamente comestível. Ámen.
E vós ide, idi sambá (que está um tempo brutal para isso *riso histérico*) que eu fico à lareira a enfardar que nem um abade. E claro, a empurrar com tinto. Ba oui.
E vós ide, idi sambá (que está um tempo brutal para isso *riso histérico*) que eu fico à lareira a enfardar que nem um abade. E claro, a empurrar com tinto. Ba oui.
quinta-feira, 3 de março de 2011
(e enquanto estou com a mão na massa...) se não é um mistério do oculto, não sei o que será
o facto de nas casas de banho públicas da Segurança Social não haver papel, toalhas nem sabonete MAS haver bidé. A sério. Têm bidé. Quem raio vai usar bidé??
*calafrio na espinha*
*calafrio na espinha*
Toda a gente que entra nas instalações da Segurança Social
envelhece imediatamente 10 anos. Algumas chegam a envelhecer 15, e algumas (pasmem-se) chegam a envelhecer 20. Lá dentro ninguém tem bom aspecto. Todos têm cabelo baço e roupa frouxa. Só se vêem expressões de derrota e de velório. A louraça sexy assim que passa pela porta, transforma-se numa feirante de roulote de farturas com uma raiz preta de meio palmo. O senhor cinquentão cheio de charme e que até está bem conservado para a idade (sim senhor), assim que passa pela porta já vem de andarilho. O bebé que vem todo sorridente ao colo da mãe, assim que passa pela porta contrai gripe e começa a berrar de sono. Não há escapatória. É como entrar numa dimensão alternativa onde vários universos se fundem, cruzam e descruzam, tudo no espaço de 3h de tempo médio em que se está à espera.
Como minorar os males desta situação? Eu digo, porque ao contrário do que se diz por aí, sou mesmo porreira, pá. É simples:
Kit de sobrevivência para uma ida à SS:
.iPod com a bateria fully charged
.um livro (qualquer coisa que passe das 500 páginas)
.uma amiga que não se importe de estar connosco 3h ao telefone
.um puzzle de 10.000 peças
terça-feira, 1 de março de 2011
Essa coisa do CD da Pipoca ou da Ana Garcia Martins ou lá o que é
afinal serve para quê?
É apenas e só uma colectânea de músicas que ela gosta? Quer dizer... ela não as canta? Apenas apontou o dedo e disse; "esta, esta, esta, esta e aquela, ah e esta e esta e ainda aquela que agora não me estou lembrar o nome, ah já sei, aquela, e esta e aquela, pronto, CD feito." E há excertos de textos do blog por lá ou são mesmo só músicas?
E as receitas revertem a favor da UNICEF, ou da Abraço ou assim, ou são para ela mesmo? Tipo... estás a gozar comigo, só pode. Não percebo o objectivo nem a origem da ideia. Não percebo sequer quem possa ter interesse em comprar aquilo.
Às vezes deparo-me com situações em que penso que devo estar dentro de um episódio do Twilight Zone ou o raio.
nota: alguém me pague um bilhete que eu emigro já amanhã. O destino não interessa sequer. Anywhere but here.
Os anúncios de emprego
podem ser extremamente castradores. Eu sei porque tenho lido muitos (pura literatura é o que é). Gosto principalmente do descomunal desnível entre o que a entidade empregadora exige e o que oferece. Não obstante, é o que temos, e uma pessoa chega a um ponto em que já se está a marimbar para o que oferecem, ainda mais se acabou de ver as notícias da SIC. E então percorro os meus olhinhos pelo anúncio e vou acenando a cada ponto:
Pretende-se:
- Dinamismo - Mas obviamente, sou uma pessoa muito dinâmica. Sou um autêntico dínamo.
- Forte sentido de organização - Claro! Então não. Tenho o roupeiro organizado por cores, para que vejam...
- Forte capacidade de Trabalho - Não é para me gabar, mas sim, tenho.
- Ambição pelo cumprimento de Objectivos - Não faço a mínima ideia de quais são os objectivos, mas claro que os quero e vou cumprir.
- 12ª Ano ou equivalente - Check.
- Disponibilidade imediata - Disponibilidade imediata há já uns meses valentes.
- Boa Apresentação - Ai é? AI É?!? Oh fºda-se!!! Pó caralhO tá?
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Enganos acéfalos* Facebook
achar que se conseguem manter amizades via facebook. Não dá. O Facebook não vincula ou sustem nada.
Depois há as amizades ilusórias que passa basicamente por andar pelos murais de toda a gente a dizer "ai que saudades tuas!!" ou "ai que temos de combinar um café" e "ai que não te vejo há séculos... quando é que apareces?" ou "ai que temos de combinar qualquer coisa!". Nunca vão conseguir matar as saudades ou tomar um café, senão largarem aquela porra e ir efectivamente ter com as pessoas. Okay? Pronto.
Depois há as amizades ilusórias que passa basicamente por andar pelos murais de toda a gente a dizer "ai que saudades tuas!!" ou "ai que temos de combinar um café" e "ai que não te vejo há séculos... quando é que apareces?" ou "ai que temos de combinar qualquer coisa!". Nunca vão conseguir matar as saudades ou tomar um café, senão largarem aquela porra e ir efectivamente ter com as pessoas. Okay? Pronto.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Descobri ainda nem há 15 minutos
que deixei de ligar peva aos Óscares. Não quero saber. Depois de ter deixado de ligar aos Grammys há uns oito anos, e mais tarde aos Golden Globe Awards, esta parece-me a ordem natural das coisas. Bastante lógico, até. Quase imperativo.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Há pessoas que são como cães vadios
e uma pessoa sente curiosidade, ou pena. Oh ali para eles, oh tão sozinhos, tão abandonados, oh que ninguém quer saber... e os olhinhos, oh os olhinhos. E então "adoptamos" essas pessoas, não ligando ao facto de nada sabermos sobre elas, de onde vieram ou que percurso tiveram. Ignoramos a mesma vozinha que nos diz que não se deve dar uma festa a um cão desconhecido ou abandonado. Porque se o cão está sozinho e abandonado, deve ter passado um mau bocado e ter tido um percurso sinuoso e difícil Acima de tudo, tornam-se animais imprevisíveis. Tal como certas pessoas sozinhas (e/ou abandonadas). E depois, claro, quando menos esperamos vem uma dentada de boca aberta. E ficamos ali a olhar para a nossa mão a sangrar, "Mas porque me fizeste isto?", o cão olharia de olhos esgazeados e fugiria de rabo entre as pernas. Uma pessoa apenas nos olharia nos olhos e diria "Porque não bato bem, ora... não se via logo?".
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Estou
estupidamente bem disposta (por motivos alheios e exteriores à minha vontade, atenção). Não sei bem como lidar com isto. Sinto-me meio perdida, até. Desorientada. Queria fazer coisas típicas de pessoas estupidamente bem dispostas, mas por falta de conhecimento e de pratica, nada me ocorre. Vou sentar-me no sofá muito sossegadita à espera que isto me passe. E espero que não dure muito tempo... não me está a apetecer nada ir amanhã de manhã para o SAP, ainda por cima a um Sábado. Nem às duas da tarde fico despachada. Dassss
Esta noite
sonhei que estava adoentada (logo por aí se vê o surreal da coisa, porque eu nunca fico doente. Quando ficar, fico-me de vez, para vosso gáudio, malvados) e que o Chef Ramsay me fez uma chicken soup e depois ma trouxe numa bandeja de prata e berrou : "EAT THE FUCKING SOUP YOU STUPID COW!!". Depois eu provei e desatei a choramingar "But it's raw, it's raw..". Depois ele berrou outra vez "NOW!!! EAT THE FUCKING SOUP!! YOU ARE A DISGRACE!!!". E eu comi claro, antes que ele pegasse nela e ma despejasse pela cabeça.
nota: tenho de aprender a fazer Beef Wellington. Estou curiosíssima. Curiosíssima.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Tenho como filosofia de vida
não levar chapéu de chuva quando está a chover, porque se está a chover, deve parar breve. Nunca chove durante muito tempo e não estou para andar com o peso morto do chapéu atrás. Quando me parece que vai chover, aí já o levo, porque nunca se sabe... É assim uma coisa meio para o invertido, mas na minha cabeça faz sentido (shiu).
Hoje quando quis ir para o carro choviam cães, gatos e elefantes. Fiquei prisioneira, protegida por uma varanda. Depois começou a cair granizo. Pensei "porreiro, granizo não molha". Pois não, granizo não molha, aleija. Parecia apanhada no fogo cruzado de quatro exércitos inimigos no mesmo campo de batalha. Por pouco não sobrevivia.
E agora, enquanto aplico Hirudoid nos hematomas, penso que talvez não fosse má ideia mudar de filosofia de vida.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Estou tão entediada/cansada/apática/so fucking bored, dasss
que nem me apetece fazer o tradicional post vinagrento e acutilante a enxovalhar o dia dos namorados, e a lamechice, e os bouquets, e os presentinhos, e as idas aos restaurante, e os ursinhos de peluche, e os...
nota: maybe next year. Haja esperança.
nota: maybe next year. Haja esperança.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Há mais posts na blogosfera sobre o Black Swan do que sobre sapatos
mas ainda assim não o vou ver tão depressa. Não estou de momento (de momento, pois) com estrutura emocional para isso.
Já percebi que vai para a minha lista "watch once, and try to forget".
Monster
Million Dollar Baby
Requiem for a Dream
The Wrestler
Boys Don't Cry
Se quiser ficar a bater mal, basta ir a uma caixa multibanco e tirar um extracto. É muito mais rápido e sempre poupo os €6 do bilhete.
adenda: talvez tivesse sido mais explícita se tivesse intitulado a lista de "watch once, love it and try to forget". Detesto quando não me faço entender. nhê
adenda: talvez tivesse sido mais explícita se tivesse intitulado a lista de "watch once, love it and try to forget". Detesto quando não me faço entender. nhê
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Às vezes
as segundas escolhas são as mais acertadas... às vezes as ultimas também. Às vezes o último a ser escolhido por uma equipa, para um jogo de futebol é aquele que acaba por marcar dois golos. Não se livra da vergonha de ter visto os outros chamados um a um enquanto ele ficava para o fim, mas porra, marcou dois golos.
Às vezes as imitações ou as novas versões são melhores que o original. Superam-no. Têm mais qualidade, ou mais piada, ou tocam-nos mais ou são mais saborosos.
E é por isso que quem fica com o que quer logo à primeira, que só consome originais ou que olha cegamente para uma etiqueta perde tanto, mas tanto desta vida.
nota: como esta música por exemplo, tão melhor que a versão original... mas isto é mesmo só um exemplo, coisinha de nada.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
41 horas sem internet (relato de uma sobrevivente)
Fase 1 - Negação
Router morto. Telefone morto.
Não não não não não não e NÃO! Isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a aconteceristo não está a acontecer, isto não está a acontecer isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a aconteceristo não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer...
Fase 2 - Revolta
Para resolver a avaria uma pessoa tem de telefonar… mas não há Google para ir ver o número da PT. Lista telefónica e tal, já nem me lembrava que existia isso . E as letras são microscópicas. Tão mas tão caninas ( caninas as in pequeno, não caninas as in cão) Tortura.
Depois já que tinha tanto tempo livre, resolvi fazer um bolo de iogurte… mas onde está a receita? Ah, no blog Se7e Pecados. Melhor bolo de iogurte EVER. Porra pá. Tive de andar à procura de uma receita nos meus livros de culinária, mas aquilo nem tem comentários nem nada. Só problemas.
Não podia ir ao Youtube ver vídeos... restou-me ir buscar um CD e meter a tocar. O porta CD's é um móvel estilo pilar romano ou wtv. Tem os CD's organizados ao alto. Tive de inclinar a cabeça para encontrar o que queria. Dor de pescoço. Não lá mexia há anos.
As séries deixaram de ter piada. Até How I Met Your Mother me entediou.
Mails? Tenho mails? Não sei.
E se alguém necessitar desesperadamente de falar comigo? Aaaaaaaaah!
Fase 3 - Aceitação
Depois dancei. Muito. Shantel, Adele, Deolinda, Melech Mechaya, Nirvana. Tudo e mais alguma coisa, basicamente.
Li metade da “Neve” de Pamuk (pejadinho de adjectivos btw. Vou ter de ter uma conversinha com um certo professor de literatura).
Arrumei, aspirei, lavei, passei. Estou prá qui que só eu sei. Acho que perdi 3kg por não ter net. Mais uns dias assim e era capaz de ir parar ao hospital por exaustão extrema.
Conclusão: sem internet, o mundo é um buraco escuro, húmido, pegajoso e clautrofobiante.(muitos adjectivos, sim. Se o Pamuk pode, porque é que eu não posso? Ai a mErdª)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Tu até
podes ser muito bem sucedido, viajado, competente e béu béu béu béu... mas falares mal para a tua mulher em frente às amigas de forma recorrente, só faz de ti uma coisa. Um palhaço.
E agora até podes clikar no botão de salvar o mundo, tirar criancinhas de um prédio em chamas, descobrir a cura para o cancro, doar tudo o que tens para a caridade e salvar todos os cães sarnentos que te aparecem pela frente... mas será sempre assim que me vou lembrar de ti. O palhaço que fala mal para a mulher em frente às amigas.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Estou demasiado velha e cardíaca para estes stresses
o prazo limite para entrega acabava à meia noite. Eram onze horas quando me apercebi que tinha 4780 caracteres a mais dos permitidos 25000. Nem tinha pensado nessa porra dos caracteres. Concentrei-me no número de páginas e estava confortavelmente dentro dos limites. Toda contente (parva!), depois de ter estado dois dias sem parar a editar aqui e ali. A acrescentar, a tirar, a mudar.
E como é que se apagam 4780 caracteres de um texto numa hora sem que este perca o ritmo e o sentido? Nem me lembro já. Está tudo meio turvo na minha memória (apesar de ter sido apenas ontem) , mas lembro-me de dizer muitas, mas MUITAS vezes "foda-se". Sim, "foda-se", essa bela palavra tão libertadora.. que tem o mesmo efeito em mim que um valium (ou dois, ou três) Uma palavra tão magnífica quanto extraordinária e no entanto tão incompreendida por tantos... é pena. Obrigada "foda-se", sem ti não teria conseguido.
nota: depois de eliminar completamente uma personagem, e todas as cenas em que esta entrava, com tudo o que isso implica, cortar tanta frase a meio e coisas que tais, nem sei se aquilo ficou com um mínimo de coerência. Não tive sequer tempo de reler, mas foda-se, ou menos participei.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Há por aí
pessoas estranhas. Mesmo muito estranhas. Esquisitas. Cada vez mais. O que me assusta não é existir tanta gente estranha, o que me assusta é verificar que essa gente estranha é que está dentro das normas do socialmente aceite. É essa gente que é louvada, aplaudida, invejada. Cheguei a uma fase em que começo a ponderar admitir que o problema está em mim. Eu é que sou a doidinha, a troll, a inadaptada. A que não tem poder de encaixe.
Se vivesse na idade média, já me tinham atado um badalo ao pescoço e elegido a tontinha da aldeia. E depois atiravam-me cascas de batatas e ovos podres quando passasse. Enfim, só chatices.
imagem por EmilySingSomething
imagem por EmilySingSomething
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ver gente com a mania que é fina de verniz estalado
é quase tão bom como partir com a colher aquela capinha de açúcar caramelizado que cobre o leite creme (sim, tal e qual o filme da Amélie, tal e qual).
As pessoas que nunca se enervam, que nunca se exaltam, que nunca dão um berro e que tentam sempre e a qualquer custo manter um aspecto exterior de serenidade e de controle das situações, são aquelas que aos 50 anos caem para o lado acidente vascular cerebral.
Até pode não sair um piu, mas as mãos tremem um bocadinho, os lábios cerram ligeiramente, as veias das têmporas ganham vida própria e é aí que eu sei. Aquela pessoa quer explodir num grito mas a etiqueta de boas maneiras não lho permite. Aaaaah gentinha recalcada.
Não sei porque é que estas coisas me dão prazer, mas à pala desta porra, o meu psiquiatra reforçou-me a medicação. Eu agradeço.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pessoas, ó pessoas!
Gostais de ler? Aprecieis vós a densidade de um livro usado que já antes causou emoções noutros? Gostais de ajudar?
Não sejais tímidos. Sigam este espacinho aqui: Déjà Lu
As crianças com trissomia 21 agradecem.
(a Francisquinha pede, a Francisquinha tem)
Não sejais tímidos. Sigam este espacinho aqui: Déjà Lu
As crianças com trissomia 21 agradecem.
(a Francisquinha pede, a Francisquinha tem)
domingo, 23 de janeiro de 2011
É apenas um bocadinho irónico
estarem 2º na rua, ter a casa quentinha, ver o vento lá fora a fazer os pinheiros lamber o chão, e eu ter de tirar o pijama para ir votar. Em branco. Nice.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Às pessoas que só vão ler isto pelo Google Reader
Só há pouco tempo me inteirei melhor dessa coisa do Google Reader. Quando lá cheguei achei aquilo tudo muito disparatado, confuso e feio. É feio aquilo, feio. Parece uma página em obras. Ou então é demasiado sóbrio e seco, coisa que o meu lado girly não gosta. Foi assim que fiquei a saber que afinal (surpresa) tenho um lado girly.
As pessoas que só lêem os blogues por lá, é como se tivessem sido convidados para uma festa, mas depois ficassem só a espreitar pela janela, sem entrar.
Mas porque é que não entram? Estão prá i feitos parvinhos ao frio. Nhê.
As pessoas que só lêem os blogues por lá, é como se tivessem sido convidados para uma festa, mas depois ficassem só a espreitar pela janela, sem entrar.
Mas porque é que não entram? Estão prá i feitos parvinhos ao frio. Nhê.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A melhor série depois de Curb Your Enthusiasm
A época em que eu gargalhava (do verbo gargalhar) em frente à televisão terminou em 1998 com o fim de Seinfeld. Seguiram-se uns anos meios turvos, de relevância dúbia e gosto insalubre. Haveria vida depois de Seinfeld? Eu achava que não. Caminhava pelo mundo como uma zombie, olhando para o controlo remoto como se tratasse de um pedaço de plástico obsoleto. Nada importava. Deixei de vestir roupa a condizer, lavar os dentes, tomar banho e de comer legumes. Não foi bonito. Não, não foi bonito.
Em 2006 conheci Curb Your Enthusiasm e foi então que acordei do coma. Tudo tinha voltado a fazer sentido. Pela primeira vez em 8 anos voltei a sorrir à senhora da mercearia.
A evolução das boas séries de humor retirou-lhes o som dos risos de fundo. As pessoas inteligentes não precisam que as orientem no riso. Acho bem.
E agora apareceu esta coisa absolutamente maravilhosa. Modern Family. Caramba, o elenco é absolutamente perfeito. Harmonioso. Tudo resulta. Gosto do humor seco, muitas vezes negro. Rezingão.
nota: sou completamente apaixonada pelo casal de gays. E pela Gloria.E pelo Phil. E pela Claire. Por todos, pronto.
A evolução das boas séries de humor retirou-lhes o som dos risos de fundo. As pessoas inteligentes não precisam que as orientem no riso. Acho bem.
E agora apareceu esta coisa absolutamente maravilhosa. Modern Family. Caramba, o elenco é absolutamente perfeito. Harmonioso. Tudo resulta. Gosto do humor seco, muitas vezes negro. Rezingão.
nota: sou completamente apaixonada pelo casal de gays. E pela Gloria.E pelo Phil. E pela Claire. Por todos, pronto.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Os fumadores e a evolução natural das coisas
Eu quero acreditar que vai chegar o dia em que sejam criadas umas cabines especiais para fumadores em cada rua das cidades, vilas e aldeias de 3 em 3 quilómetros (podiam mete-las mesmo ao lado dos contentores do lixo para a reciclagem). Seria qualquer coisa estilo iglô ou cabine telefónica, em acrílico transparente com um design completamente futurista, onde os fumadores pudessem usufruir, num ambiente controlado, a sua bela dose de nicotina.
Só desta forma uma pessoa poderia andar descansada na rua e não se voltaria a repetir aquilo da semana passada, em que eu, descansadinha da vida e com o meu ar angelical e saudável (é, é) caminhando pelas ruas da cidade, resolvi inspirar profundamente ao mesmo tempo que um casal de fumadores à minha frente expirou profundamente. Ia-me vomitando toda. Pluamordasanta.
imagem por lucaszoltowski
sábado, 15 de janeiro de 2011
Depois de tudo o que li a respeito
do Carlos e do Renato, elaborei a minha própria teoria complexíssima a respeito do assunto.
Oportunista conhece oportunista. No final, lixam-se os dois.
É tudo.
(e aquela coisa do cordão humano, pluamordedeus! Acordem)
Oportunista conhece oportunista. No final, lixam-se os dois.
É tudo.
(e aquela coisa do cordão humano, pluamordedeus! Acordem)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Tenho lido por aí (aprende-se tanto por aí pá)
que a vida é demasiado curta para beber mau vinho. Excuse me?!? Desde quando?
O meu avô (rip) aquando das vindimas mandava sempre um dos genros (que por acaso era o meu tiesquim) ir comprar 50 litros de álcool etílico para misturar no vinho. E aquilo bebia-se à mesma. Era cá uma pujança que uma pessoa quase que levantava voo... oh saudades.
Não existe mau vinho. A menos que uma pessoa fique com a garganta a sangrar, não se pode queixar que seja mau vinho.
Não existe mau vinho. A menos que uma pessoa fique com a garganta a sangrar, não se pode queixar que seja mau vinho.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Já quase todos os blogues têm comentários moderados
credo. Mas já não há fé na raça humana?!?
Eu sei, eu sei... também tenho os comentários moderados. Mas eu sou eu, e vocês são vocês! Ai a porra.
Eu sei, eu sei... também tenho os comentários moderados. Mas eu sou eu, e vocês são vocês! Ai a porra.
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