segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Enganos acéfalos* Facebook

achar que se conseguem manter amizades via facebook. Não dá. O Facebook não vincula ou sustem nada.
Depois há as amizades ilusórias que passa basicamente por andar pelos murais de toda a gente a dizer "ai que saudades tuas!!" ou "ai que temos de combinar um café" e "ai que não te vejo há séculos... quando é que apareces?" ou "ai que temos de combinar qualquer coisa!". Nunca vão conseguir matar as saudades ou tomar um café, senão largarem aquela porra e ir efectivamente ter com as pessoas. Okay? Pronto.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Descobri ainda nem há 15 minutos

que deixei de ligar peva aos Óscares. Não quero saber. Depois de ter deixado de ligar aos Grammys  há uns oito anos, e mais tarde aos Golden Globe Awards, esta parece-me a ordem natural das coisas. Bastante lógico, até. Quase imperativo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Há pessoas que são como cães vadios

e uma pessoa sente curiosidade, ou pena. Oh ali para eles, oh tão sozinhos, tão abandonados, oh que ninguém quer saber... e os olhinhos, oh os olhinhos. E então "adoptamos" essas pessoas, não ligando ao facto de nada sabermos sobre elas, de onde vieram ou que percurso tiveram. Ignoramos a mesma vozinha que nos diz que não se deve dar uma festa a um cão desconhecido ou abandonado. Porque se o cão está sozinho e abandonado, deve ter passado um mau bocado e ter tido um percurso sinuoso e difícil Acima de tudo, tornam-se animais imprevisíveis. Tal como certas pessoas sozinhas (e/ou abandonadas). E depois, claro, quando menos esperamos vem uma dentada de boca aberta. E ficamos ali a olhar para a nossa mão a sangrar,  "Mas porque me fizeste isto?", o cão olharia de olhos esgazeados e fugiria de rabo entre as pernas. Uma pessoa apenas nos olharia nos olhos e diria "Porque não bato bem, ora... não se via logo?".

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Estou

estupidamente bem disposta (por motivos alheios e exteriores à minha vontade, atenção). Não sei bem como lidar com isto. Sinto-me meio perdida, até. Desorientada. Queria fazer coisas típicas de pessoas estupidamente bem dispostas, mas por falta de conhecimento e de pratica, nada me ocorre. Vou sentar-me no sofá muito sossegadita à espera que isto me passe. E espero que não dure muito tempo... não me está a apetecer nada ir amanhã de manhã para o SAP, ainda por cima a um Sábado. Nem às duas da tarde fico despachada. Dassss

Esta noite


sonhei que estava adoentada (logo por aí se vê o surreal da coisa, porque eu nunca fico doente. Quando ficar, fico-me de vez, para vosso gáudio, malvados) e que o Chef  Ramsay me fez uma chicken soup e depois ma trouxe numa bandeja de prata e berrou : "EAT THE FUCKING SOUP YOU STUPID COW!!". Depois eu provei e desatei a choramingar "But it's raw, it's raw..". Depois ele berrou outra vez "NOW!!! EAT THE FUCKING SOUP!! YOU ARE A DISGRACE!!!". E eu comi claro, antes que ele pegasse nela e ma despejasse pela cabeça.

nota: tenho de aprender a fazer Beef Wellington. Estou curiosíssima. Curiosíssima.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tenho como filosofia de vida

não levar chapéu de chuva quando está a chover, porque se está a chover, deve parar breve. Nunca chove durante muito tempo e não estou para andar com o peso morto do chapéu atrás. Quando me parece que vai chover, aí já o levo, porque nunca se sabe... É assim uma coisa meio para o invertido, mas na minha cabeça faz sentido (shiu).
Hoje quando quis ir para o carro choviam cães, gatos e elefantes. Fiquei prisioneira, protegida por uma varanda. Depois começou a cair granizo. Pensei "porreiro, granizo não molha". Pois não, granizo não molha, aleija. Parecia apanhada no fogo cruzado de quatro exércitos inimigos no mesmo campo de batalha. Por pouco não sobrevivia. 
E agora, enquanto aplico Hirudoid nos hematomas, penso que talvez não fosse má ideia mudar de filosofia de vida.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Estou tão entediada/cansada/apática/so fucking bored, dasss

que nem me apetece fazer o tradicional post vinagrento e acutilante a enxovalhar o dia dos namorados, e a lamechice, e os bouquets, e os presentinhos, e as idas aos restaurante, e os ursinhos de peluche, e os...

nota: maybe next year. Haja esperança.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Há mais posts na blogosfera sobre o Black Swan do que sobre sapatos

mas ainda assim não o vou ver tão depressa. Não estou de momento (de momento, pois) com estrutura emocional para isso.
Já percebi que vai para a minha lista "watch once, and try to forget"

Monster
Million Dollar Baby
Requiem for a Dream
The Wrestler
Boys Don't Cry

Se quiser ficar a bater mal, basta ir a uma caixa multibanco e tirar um extracto. É muito mais rápido e sempre poupo os €6 do bilhete.

adenda: talvez tivesse sido mais explícita se tivesse intitulado a lista de "watch once, love it and try to forget". Detesto quando não me faço entender. nhê

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Às vezes


as segundas escolhas são as mais acertadas... às vezes as ultimas também. Às vezes o último a ser escolhido por uma equipa, para um jogo de futebol é aquele que acaba por marcar dois golos. Não se livra da vergonha de ter visto os outros chamados um a um enquanto ele ficava para o fim, mas porra, marcou dois golos.
Às vezes as imitações ou as novas versões são melhores que o original. Superam-no. Têm mais qualidade, ou mais piada, ou tocam-nos mais ou são mais saborosos.
E é por isso que quem fica com o que quer logo à primeira, que só consome originais ou que olha cegamente para uma etiqueta perde tanto, mas tanto desta vida.




nota: como esta música por exemplo, tão melhor que a versão original... mas isto é mesmo só um exemplo, coisinha de nada.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

41 horas sem internet (relato de uma sobrevivente)

Fase 1 - Negação
Router morto. Telefone morto.
Não não não não não não e NÃO!
 Isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a aconteceristo não está a acontecer, isto não está a acontecer isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a aconteceristo não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer, isto não está a acontecer...

 Fase 2 - Revolta
Para resolver a avaria uma pessoa tem de telefonar… mas não há Google para ir ver o número da PT. Lista telefónica e tal, já nem me lembrava que existia isso . E as letras são microscópicas. Tão mas tão caninas ( caninas as in pequeno, não caninas as in cão) Tortura.
Depois já que tinha tanto tempo livre, resolvi fazer um bolo de iogurte… mas onde está a receita? Ah, no blog Se7e Pecados.  Melhor bolo de iogurte EVER. Porra pá. Tive de andar à procura de uma receita nos meus livros de culinária, mas aquilo nem tem comentários nem nada. Só problemas.
Não podia ir ao Youtube ver vídeos... restou-me ir buscar um CD e meter a tocar. O porta CD's é um móvel estilo pilar romano ou wtv. Tem os CD's organizados ao alto. Tive de inclinar a cabeça para encontrar o que queria. Dor de pescoço. Não lá mexia há anos.
As séries deixaram de ter piada. Até How I Met Your Mother me entediou.
Mails? Tenho mails? Não sei. 
E se alguém necessitar desesperadamente de falar comigo? Aaaaaaaaah!

Fase 3 - Aceitação
Depois dancei. Muito. Shantel, Adele, Deolinda, Melech Mechaya, Nirvana. Tudo e mais alguma coisa, basicamente.
Li metade da “Neve” de Pamuk (pejadinho de adjectivos btw. Vou ter de ter uma conversinha com um certo professor de literatura).
Arrumei, aspirei, lavei, passei. Estou prá qui que só eu sei. Acho que perdi 3kg por não ter net. Mais uns dias assim e era capaz de ir parar ao hospital por exaustão extrema.

Conclusão: sem internet, o mundo é um buraco escuro, húmido, pegajoso e clautrofobiante.(muitos adjectivos, sim. Se o Pamuk pode, porque é que eu não posso? Ai a mErdª)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Tu até


podes ser muito bem sucedido, viajado, competente e béu béu béu béu... mas falares mal para a tua mulher em frente às amigas de forma recorrente, só faz de ti uma coisa. Um palhaço. 
E agora até podes clikar no botão de salvar o mundo, tirar criancinhas de um prédio em chamas, descobrir a cura para o cancro, doar tudo o que tens para a caridade e salvar todos os cães sarnentos que te aparecem pela frente... mas será sempre assim que me vou lembrar de ti. O palhaço que fala mal para a mulher em frente às amigas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estou demasiado velha e cardíaca para estes stresses

o prazo limite para entrega acabava à meia noite. Eram onze horas quando me apercebi que tinha 4780 caracteres a mais dos permitidos 25000. Nem tinha pensado nessa porra dos caracteres. Concentrei-me no número de páginas e estava confortavelmente dentro dos limites. Toda contente (parva!), depois de ter estado dois dias sem parar a editar aqui e ali. A acrescentar, a tirar, a mudar. 
E como é que se apagam 4780 caracteres de um texto numa hora sem que este perca o ritmo e o sentido? Nem me lembro já. Está tudo meio turvo na minha memória (apesar de ter sido apenas ontem) , mas lembro-me de dizer muitas, mas MUITAS vezes "foda-se". Sim, "foda-se", essa bela palavra tão libertadora.. que tem o mesmo efeito em mim que um valium (ou dois, ou três) Uma palavra tão magnífica quanto extraordinária e no entanto tão incompreendida por tantos... é pena. Obrigada "foda-se", sem ti não teria conseguido.

nota: depois de eliminar completamente uma personagem, e todas as cenas em que esta entrava, com tudo o que isso implica, cortar tanta frase a meio e coisas que tais, nem sei se aquilo ficou com um mínimo de coerência. Não tive sequer tempo de reler, mas foda-se, ou menos participei.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Há por aí

 pessoas estranhas. Mesmo muito estranhas. Esquisitas. Cada vez mais. O que me assusta não é existir tanta gente estranha, o que me assusta é verificar que essa gente estranha é que está dentro das normas do socialmente aceite. É essa gente que é louvada, aplaudida, invejada. Cheguei a uma fase em que começo a ponderar admitir que o problema está em mim. Eu é que sou a doidinha, a troll, a inadaptada. A que não tem poder de encaixe.
Se vivesse na idade média, já me tinham atado um badalo ao pescoço e elegido a tontinha da aldeia. E depois atiravam-me cascas de batatas e ovos podres quando passasse. Enfim, só chatices.

imagem por EmilySingSomething

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ver gente com a mania que é fina de verniz estalado

é quase tão bom como partir com a colher aquela capinha de açúcar caramelizado que cobre o leite creme (sim, tal e qual o filme da Amélie, tal e qual).
As pessoas que nunca se enervam, que nunca se exaltam, que nunca dão um berro e que tentam sempre e a qualquer custo manter um aspecto exterior de serenidade e de controle das situações, são aquelas que aos 50 anos caem para o lado acidente vascular cerebral.
Até pode não sair um piu, mas as mãos tremem um bocadinho, os lábios cerram ligeiramente, as veias das têmporas ganham vida própria e é aí que  eu sei. Aquela pessoa quer explodir num grito mas a etiqueta  de boas maneiras não lho permite. Aaaaah gentinha recalcada.

Não sei porque é que estas coisas me dão prazer, mas à pala desta porra, o meu psiquiatra reforçou-me a medicação. Eu agradeço. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pessoas, ó pessoas!

Gostais de ler? Aprecieis vós a densidade de um livro usado que já antes causou emoções noutros? Gostais de ajudar?
Não sejais tímidos. Sigam este espacinho aqui:   Déjà Lu
As crianças com trissomia 21 agradecem.

(a Francisquinha pede, a Francisquinha tem)

domingo, 23 de janeiro de 2011

É apenas um bocadinho irónico

estarem 2º na rua, ter a casa quentinha, ver o vento lá fora a fazer os pinheiros lamber o chão, e eu ter de tirar o pijama para ir votar. Em branco. Nice.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Às pessoas que só vão ler isto pelo Google Reader

Só há pouco tempo me inteirei melhor dessa coisa do Google Reader. Quando lá cheguei achei aquilo tudo muito disparatado, confuso e feio. É feio aquilo, feio. Parece uma página em obras. Ou então é demasiado sóbrio e seco, coisa que o meu lado girly não gosta. Foi assim que fiquei a saber que afinal (surpresa) tenho um lado girly.
As pessoas que só lêem os blogues por lá, é como se tivessem sido convidados para uma festa, mas depois ficassem só a espreitar pela janela, sem entrar.
Mas porque é que não entram? Estão prá i feitos parvinhos ao frio. Nhê.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A melhor série depois de Curb Your Enthusiasm

A época em que eu gargalhava (do verbo gargalhar) em frente à televisão terminou em 1998 com o fim de Seinfeld. Seguiram-se uns anos meios turvos, de relevância dúbia e gosto insalubre. Haveria vida depois de Seinfeld? Eu achava que não. Caminhava pelo mundo como uma zombie, olhando para o controlo remoto como se tratasse de um pedaço de plástico obsoleto. Nada importava. Deixei de vestir roupa a condizer, lavar os dentes, tomar banho e de comer legumes. Não foi bonito. Não, não foi bonito.
Em 2006 conheci Curb Your Enthusiasm e foi então que acordei do coma. Tudo tinha voltado a fazer sentido. Pela primeira vez em 8 anos voltei a sorrir à senhora da mercearia.
A evolução das boas séries de humor retirou-lhes o som dos risos de fundo. As pessoas inteligentes não precisam que as orientem no riso. Acho bem.
E agora apareceu esta coisa absolutamente maravilhosa. Modern Family. Caramba, o elenco é absolutamente perfeito. Harmonioso. Tudo resulta. Gosto do humor seco, muitas vezes negro. Rezingão.

nota: sou completamente apaixonada pelo casal de gays. E pela Gloria.E pelo Phil. E pela Claire. Por todos, pronto.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os fumadores e a evolução natural das coisas


 Eu quero acreditar que vai chegar o dia em que sejam criadas umas cabines especiais para fumadores em cada rua das cidades, vilas e aldeias de 3 em 3 quilómetros (podiam mete-las mesmo ao lado dos contentores do lixo para a reciclagem). Seria qualquer coisa estilo iglô ou cabine telefónica, em acrílico transparente com um design completamente futurista, onde os fumadores pudessem usufruir, num ambiente controlado, a sua bela dose de nicotina. 
Só desta forma uma pessoa poderia andar descansada na rua e não se voltaria a repetir aquilo da semana passada, em que eu, descansadinha da vida e com o meu ar angelical e saudável (é, é) caminhando pelas ruas da cidade, resolvi inspirar profundamente ao mesmo tempo que um casal de fumadores à minha frente expirou profundamente. Ia-me vomitando toda. Pluamordasanta.

 imagem por lucaszoltowski

sábado, 15 de janeiro de 2011

Depois de tudo o que li a respeito

do Carlos e do Renato, elaborei a minha própria teoria complexíssima a respeito do assunto.
Oportunista conhece oportunista. No final, lixam-se os dois.
É tudo.
(e aquela coisa do cordão humano, pluamordedeus! Acordem)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tenho lido por aí (aprende-se tanto por aí pá)

que a vida é demasiado curta para beber mau vinho. Excuse me?!? Desde quando?
O meu avô (rip) aquando das vindimas mandava sempre um dos genros (que por acaso era o meu tiesquim) ir comprar 50 litros de álcool etílico para misturar no vinho. E aquilo bebia-se à mesma. Era cá uma pujança que uma pessoa quase que levantava voo... oh saudades.
Não existe mau vinho. A menos que uma pessoa fique com a garganta a sangrar, não se pode queixar que seja mau vinho.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Já quase todos os blogues têm comentários moderados

credo. Mas já não há fé na raça humana?!?
Eu sei, eu sei... também tenho os comentários moderados. Mas eu sou eu, e vocês são vocês! Ai a porra.

Tenho um tio que se chama Joaquim

mas toda a gente lhe chama Esquim. E eu como sou sobrinha, chamo-o Tiesquim. Todos os outros sobrinhos lhe chamam Tiesquim também. Isto é um acto reflexo, uma pessoa nem pensa.  Ele nunca se queixou... mas deve ser tramado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nunca tinha tido uma gata com o cio em casa

começa às 11 da noite com um "uauuuuu uauuuu uauuuuu" cavernoso, como se a tivessem a grelhar (mete umas pedrinhas de sal sff) nas fogueiras da Inquisição. À uma da manhã muda de registo e começa a miar ópera em miar de soprano, atingindo as notas todas, mas completamente desafinada. Por voltas das 3 da manhã, a ópera deu lugar a um rooon rooon furioso e foi então que, uma meia hora mais tarde, eu devo ter desmaiado de sono (ou de cansaço, às vezes não se percebe bem a diferença).
Espero (pela saúde da gata) que isto não dure muito mais tempo. Que transfiguração, fodasss.

nota: tive um colega que costumava acalmar a gata com um cotonete, mas porra, que nojoooo. Devia de haver mini dildos para gatos. Isso é que era. Vai na volta sou capaz de ter descoberto um produto bombástico para um nicho de mercado ainda muito pouco explorado.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"This is not the feel good blog of the year. So if you're one of those idiots who needs to feel good, go get yourself a foot massage"

Será que devia pedir-vos desculpa por não ser uma bem disposta constante? Uma tontinha que diz que  o seu namorado é o melhor do mundo, o seu filho é o mais lindo do mundo, o seu cão é o mais esperto do mundo, o seu piriquito é o mais amarelo do mundo (fodasss). Será que devia pedir-vos desculpa por não meter aqui pics das minhas disposições cor-de-rosa ou de cupcakes cobertos de creme de manteiga? Será que devia pedir-vos desculpa por não meter aqui fotos dos lugares paradisíacos onde faço mini-férias  (mas está tudo doido? Não, a sério, está tudo doido?!?)? Será que devia pedir-vos desculpa por não meter aqui frases de grandes pensadores só para mostrar que sou uma pessoa cheia de profundidade? E será que devia de pedir-vos desculpa por não ter metido aqui fotos dos presentes que recebi no natal (oh meu deusss). E será que devia pedir-vos desculpa por não entupir isto com posts de fotos dos meus filmes favoritos (como se alguém quisesse saber disso para alguma coisa)?
E devo pedir desculpa por não fazer post sim, post não a vomitar o quanto sou feliz e quão abençoada sou, o quão apaixonada sou? E o quão esperta sou (sou?). E devia pedir desculpa por não andar por aí a dizer a quantidade de piropos que ouço na rua (ouço?)?. E devia pedir desculpa por não meter aqui o que almocei ou o que vou jantar (com foto a acompanhar, claro. Mesa de toalha branca, garrafa de vinho à frente e paisagem sedutora na janela lá ao fundo)? Sim, porque as refeições são um acontecimento extraordinário que só acontece umas 3 ou 4 vezes por ano e não umas 730.
A sério. Querem que peça desculpa por não insinuar que sou bonita e maravilhosa? Principalmente isso. Devo pedir desculpa por não me insinuar? É?
Ser low profile caiu em desuso, mas eu continuo a achar  que é melhor ser e ter do que dizer que se tem e se é.
E se a resposta a isto tudo é sim, sou mesmo uma burra cªralhO. Não percebo nada disto de ter um blogue.
nota: isto a propósito de um comentário com que fui brindada no meu post anterior. Estas coisas têm sempre um propósito. Não caem do céu.
nota2: Woody, peço desculpa por ter-te roubado a line do filme para o título e ainda por cima alterá-la vergonhosamente, mas tens de admitir que caiu aqui que nem ginjas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Joy to the world que eu hoje faço anos (ah carago)


o que me leva a pedir encarecidamente que venha aqui alguém desejar-me os parabéns antes que o que resta da minha auto-estima vá pó galheiro e eu acabe o dia pendurada numa árvore. Mais precisamente numa figueira como Judas Escariotes. O que é chato porque eu não estou a ver assim de repente figueiras aqui por perto e sabe-se lá quanto tempo terei de andar por aí a deambular até dar de caras com uma. Haja piedade. E agora que penso nisto mais a fundo, nem sei se reconheço uma figueira. A menos que a sujeita tenha figos pendurados, acho que não chego lá. Sou péssima nesta coisa de reconhecer árvores. Sei o que são pinheiros , carvalhos e pouco mais. Uma tristeza.E pela quantidade de velas que vou soprar hoje, também já não me resta muito tempo para aprender a distinguir umas árvores das outras. Isto da vida é tudo muito desolador. Enfim.

imagem de lissurlalunes

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O meu gato é mesmo estúpido

roubou a esponja de lavar louça e escondeu-se a comê-la. Cromo dum raio.
(Desculpem-me as cat people, mas os gatos são mesmo um desperdício de espaço, balha-me deuse.)

Ser mãe é

"... eu conheço uma musica irritanteeee, eu conheço uma musica irritanteeeeeeeee, lái lái lái, eu conheço uma musica irritanteeeee, eu conheço uma musica irritanteeeee, lái lái lááááááái, eu conheço uma musica irritanteeeeee, eu conheço uma musica irritanteeeeeee, lái lái lái, eu conheço uma musica irritanteeeee, eu conheço uma musica irritanteeeeee, LAI LAI LAI LAAAAAI,eu conheço..."

(sistema nervoso? Já não tenho há muito tempo)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Afinal houve um proposito práctico no facto de ter visto os SAW, os Hostel e o Cube e assim

que foi exactamente eu ser preparada de forma suave para desentupir hoje o ralo do chuveiro. Aguentei ali firme. E o mais fantástico é que basta uma chave de fendas e umas luvas para que tenhamos acesso a toda um novo ecossistema palpitante/horripilante. E ainda vos digo mais, se eu tivesse filmado esta minha pequena operação, podia fazer uma curta-metragem na categoria de terror digna de ganhar palmas de ouro e outras coisas dessas. Vou pensar nisso. A brincar a brincar, sou bem capaz de ter descoberto a minha verdadeira vocação. Canalizadora/cineastra. As duas. Como quando as meninas pequeninas dizem que querem ser médicas/cabeleireiras.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

E agora que temos aqui esta coisa do PlayStation Move em casa


é ver o pessoal num estado de frustração limite, completamente à beira de uma síncope nervosa ao mesmo tempo que praticam uns movimentos estilo "tai chi" em frente ao ecrã. Meia volta (muito meia volta) lá se ouvem umas gargalhadas.
Ainda não experimentei, mas acho que vou ser mestre naquilo. Como já ando constantemente num estado de frustração limite e à beira de uma síncope nervosa, só me falta mesmo aperfeiçoar as gargalhadas.

Ontem fui levar a minha irmã ao terminal

com a sensação de que me estavam a derreter com 10 toneladas de concreto. Mas eu ali, toda forte, toda valente. Armada em pessoa que consegue sempre manter a compostura. O máximo.
Enquanto ela se afastava com as malas atirei-lhe um "Adoro-te mana", vindo não sei de onde. Só reparei que o tinha dito depois de já o ter dito. Ali assim, em frente a toda a gente. 
Mal ela virou as costas, enfiei-me dentro do carro e vim a chorar até casa. Foi um alívio ela não me ter visto quebrar.
E assim acabou o primeiro dia do ano. Oh maravilha.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mandei cremar o 2010

com pompa e circunstância e depois despejei as cinzas na caixa de areia do gato. É de longe o lugar mais apropriado para tão vergonhosos despojos.
E agora que chegou 2011, vamos lá testar a teoria do caos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Post que era para ser de final de ano, mas depois...


 eu vinha aqui fazer um post de fim de ano porreirinho (dentro das minhas parcas aptidões), mas perdi a vontade e agora já não me apetece. Para além disso, vi por aí alguns tão bons, que uma pessoa até fica desmotivada.
O meu único conselho para 2011 (vão por mim) é que tentem manter-se vivos, okay? Mais nada.
E pronto, assim ficamos.

  nota: Vou beber um copo por cada um dos blogs que acompanho, o que me forçou a começar a beber por volta do meio dia e meia. É que senão depois não ia dar tempo. Entendem? Não dava tempo. E mesmo assim acho que já estou a ficar um pouco atrasada.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Unstoppable (incrivelmente traduzido para Imparável)


Este filme fez-me lembrar aquela vez em que eu ia tão distraída que fiz uma curva apertada em quinta e consequentemente quase voando para cima de um silvado. Não há adrenalina como a de fazer curvas apertadas em quinta. A sério, aconselho-os todos a experimentar. Hoje, se possível. Mas sem pressões, claro. Não gosto de me meter a insistir com as pessoas, feita parvinha e coiso.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MORRE 2010!

Morre, morre, morre, morre! Morre caralhº, MORRE!! Filho da putª, grande besta postulenta!
Tu e os teus unborn childs 2011 e 2012! Morram TODOS família do demo! 
MORRAAAAAAAAAAAAM!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Estes dias a seguir ao natal

são e serão sempre um gigantesco e agressivo anticlímax.

(eu não sei o que poderá ser um gigantesco e agressivo anticlímax, mas suponho que se assemelhe a estes dias a seguir ao natal)
(mas não sei)
(estou a atirar coisas ao ar)
(enfim...)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Disse-me a sicrana

que meia volta apanha o marido a ler-lhe os mails. Mas é sem querer porque a página faz log in automático. Calhou e assim e coiso e tal. Disse-lhe "Tá bem tá".