sábado, 18 de dezembro de 2010
Vi isto hoje no terminal do aeroporto da Portela
E achei um piadão. (a foto está uma merdª porque ele não parava com o cartaz, pfft)
E agora vou-me, porque quem eu fui buscar ao aeroporto está no meu top 5 de afectos. E temos de cuidar bem de quem está no nosso top 5 de afectos. Muito bem mesmo.
Adeusinho*
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ainda bem
que os serviços noticiosos passam metade do tempo a dizer que está frio, a entrevistar pessoas com frio, pessoas a dizer que há muito tempo que não fazia tanto frio ou pessoas a acender as lareiras às 8 da manhã porque está frio. É que senão, eu nem me apercebia de que está frio. Saía à rua e pensava que estava nos trópicos.
Obrigada senhores jornalistas.
Fico bem mais gira nas fotos
quando elas ficam meio desfocadas. Sim, isto quer dizer exactamente aquilo que parece que quer dizer.
É isso e ir ao Adobe Photoshop - Filter - Distord - Diffuse Glow.
Espectáculo!
É isso e ir ao Adobe Photoshop - Filter - Distord - Diffuse Glow.
Espectáculo!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Pessoas giras
Conheço-as ao montes, não andasse eu por terrenos blogosféricos lamacentos há mais de quatro anos. São giras as pessoas. Fazem-me rir. Os anónimos giros, os haters giros, os totós giros. São queridos pá. O que é que hei-de eu fazer? É assim e pronto.
Pegando na expressão "quem não sente não é filho de boa gente", lamento informar que após tanto tempo por aqui, o "sente" desgasta-se. Não é que os meus pais não sejam boa gente. Ou talvez não sejam assim tão boa gente para que o "sentir" dure anos e anos com a mesma intensidade dos primeiros dias. É como a paixão.
Gosto especialmente do hater que me diz que me despreza. Mas não é um desprezo qualquer. É aquele desprezo a valer. Até dói. "Vou despreza-la até dar com a tipa em doida!!", diz o hater fofinho em frente ao seu ecrã. E o desprezo é tal, que se vê obrigado a fazer log out da sua conta e comentar como anónimo, dando-me a conhecer a magnitude do seu desprezo. Eu agradeço. A sério. Gosto de ser uma pessoa bem informada.
Dependendo do meu estado de espírito, aceito ou não os comentários das pessoas giras. Regra geral, acreditem ou não, rio-me. Não os acho nada chatos. Chato mesmo é o facto dos caramelos de nata se pegarem aos dentes que nem lapas.
Desde que o Seinfeld acabou, poucos são os motivos exteriores à minha vida pessoal que me fazem rir ou que me divirtam, por isso agradeço aos meus haters giros. Adoro-vos caramba!
imagem de smokedval
Sobre o insulto perfeito
Estou indecisa entre o melhor insulto. Acho que vou acabar por ter de fazer umdólitá.
ou
Há que convir que são bons. São mesmo.
O piorzinho (okay, péssimo):
MC, eu avisei. Já viste bem a embrulhada em que te meteste? Condói-se-me o coração, mas pá, regras são regras. Paulo Coelho? Pooooooooooooorra! (este "poooooooooorra" foi uma expressão que eu apanhei. Originalmente não é minha)
Houve por aqui gente muito esforçada. Sim senhora. Um clap clap a todos.
Johnny disse...
"Preferia ser sodomizado pelo Hitler, enquanto praticava sexo oral ao Idi Amin e o Pol Pot me introduzia um dildo cravado com lâminas e banhado em ácido clorídrico, do que estar contigo no mesmo espaço."
ou
Blogger Shadow One disse...
"Uma caixa de fósforos e um livro do Paulo Coelho.
É preciso fazer um desenho?
Burra do caralho."
Há que convir que são bons. São mesmo.
O piorzinho (okay, péssimo):
Blogger a mulher certa disse...
"Vai tirar macacos do nariz para outro lado."
"Vai tirar macacos do nariz para outro lado."
MC, eu avisei. Já viste bem a embrulhada em que te meteste? Condói-se-me o coração, mas pá, regras são regras. Paulo Coelho? Pooooooooooooorra! (este "poooooooooorra" foi uma expressão que eu apanhei. Originalmente não é minha)
Houve por aqui gente muito esforçada. Sim senhora. Um clap clap a todos.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Eu até entendo a intenção
mas, pelo amor da santa (!), parece que pegaram num contentor de lixo e o despejaram para cima de um pinheiro.
Coisa feia, feia, feia. Não há espírito de natal que aguente.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Ultimamente
tenho tido tanta vontade de me ligar à net como de fazer depilação com uma rebarbadora, seguido de um banho de imersão em ácido sulfúrico, enquanto beberrico um cálice de 605 Forte.
Sem tirar nem pôr.
Sem tirar nem pôr.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Concurso de Natal - "Em busca do insulto perfeito!"
É um tema extremamente natalício. Nesta quadra da Paz e do Amor e de todo esse blá blá bláááá mééééé, há que alargar horizontes.
Qualquer pessoa pode participar. Basta escrever um insulto na caixa de comentários deste post. Os mais acanhados podem usar o mail.
Não serão aceites insultos com linguagem menos própria. Há que insultar com classe. Com glamour, até. Eu sei que vocês conseguem, ou não fossem os comentadores deste blog os mais inteligentes e selectos da blogosféra (atchooooo).
Este concurso vai ter prémios. Vejam lá o meu sentido de marketing.
Para o 1º lugar, uma caixa de fósforos decorada com motivos de Natal. E para quem está neste momento a "Para que caralhinho quero eu uma caixa de fósforos?!?", lembrem-se do MacGyver e das vezes que uns fosforozinhos lhe teriam dado um valente jeitaço.
Cambada de ingratos, é o que vocês são. Ninguém dá valor às coisas que eu faço. Pfft.
Como não acredito em coisas intermédias, não há segundo lugar. Ou se ganha, ou se perde. Mais nada.
Posto isto, o prémio para o insulto mais fanhoso/fraquinho é o livro "Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei". Eu sei... é mau demais e apresento-vos desde já as minha mais sinceras desculpas, mas há que convir que se não se esforçarem, o que merecem mesmo são prémios de merdª como este.
O livro é em 2ª mão, mas garanto-vos que o li muito ao de leve. Mal se nota que foi manuseado.
Podem começar a insultar. Inspirem-se na vizinha do lado que deixa o cão ladrar a noite toda, na sogra, nos gajos da Kirby que estão sempre a ligar para fazer demonstrações, na colega de turma da 3ª classe que convidou toda a gente para o aniversário menos vocês, no fdp que vos roubou o lugar para o carro ontem de manhã, no patrão que paga sempre depois do dia 8, ou até em mim mesma. Ofereço-me como inspiração para um belo insulto. Vejam lá o quanto estou solidária com esta nobre causa.
Eu é que escolho o melhor insulto. Não me venham depois com o "Aaaaah, mas o meu insulto é muito melhor que o dele!". Opá, eu é que mando e mais nada. Comportem-se!
nota: Os presentes serão enviados por correio no dia 20.
nota2: este concurso foi basicamente criado para me livrar do livro do Paulo Coelho. Que não hajam dúvidas quanto a isso.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Em cada véspera de feriado
os patrões deviam de perguntar a cada empregado a que propósito é o feriado do dia seguinte. Quem não soubesse devia de ser obrigado a ir trabalhar. Das 8 às 20.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Prometo
que não bebo álcool até à noite de natal. Eu sei, estou louca. E tenho sede.
Mas tenho de ser forte. Preciso de que cada célula do meu corpo se esqueça do que é vinho. É a única forma de na noite de natal, assim que beber o primeiro copo de tinto, sentir o vinho a entrar-me na veia a uma velocidade super sónica.
E o porquê disto? Vou ter de fazer 3 tipos de sorrisos on christmas night.. Os genuínos, os cordiais e os forçados (muito, MUITO forçados, tão forçados que provavelmente vou acabar por ter de agrafar as bochechas para os conseguir aguentar a noite toda).
Se este meu plano correr como espero, fico KO depois dos primeiros 200ml.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Casas forradas a azulejos
parecem casas de banho do avesso. Há modas que balha-me deuse.
nota: já não há grande esperança para este blog, não.
nota: já não há grande esperança para este blog, não.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A loja da Néspresso do Chiado
é coisa fina. Essa e todas. Não sei como não me escorraçaram de lá assim que me viram entrar.
Haver uma empregada num balcão minúsculo à entrada unicamente para nos dar a senha de atendimento, é tão supérfluo quanto ridículo. Fazem aquele sorriso "mecânico/falso/comercial" a que são forçadas pelo contrato, e eu retribuo entediada.
Eu só queria pegar nos vollutos (god's choice) e raspar-me de lá, mas as as regras da loja passam por fazer um interrogatório minucioso ao cliente. "A senhora quer experimentar a nossa novidade néspresso baunilha?", "Não, a senhora não quer.", "E de amêndoa?", "Não, a senhora não quer.", "E um kit de descalcificação para a máquina?", "Não, a senhora não quer.", "E vai querer tomar um cafézinho antes de ir embora?", "NÃO, A SENHORA NÃO QUER!". Culmina a coisa dando a volta ao balcão, parando à minha frente e entregando-me o saco com uma ligeira vénia.
Caramba, brutal! Pela módica quantia de €0,35 (média) por cápsula, qualquer borra botas pode fazer de conta que faz parte da realeza, pelo menos durante uns 5 minutos. Há-de haver quem adore este tipo de pentelhices. Aposto mesmo que até há quem não se importasse de viver dentro de uma das lojas da Néspresso.
Dispenso. Vou continuar a receber as cápsulas pelo correio, mas agora com muito mais satisfação (e alívio).
Muito obrigada.
foto algures na net
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Não posso escrever o que me vai na alma
se o fizesse, este blog ficava mais radioactivo que Chernobil depois da explosão nuclear.
(é uma chatice só ser socialmente aceitável beber álcool depois do meio-dia)
(é uma chatice só ser socialmente aceitável beber álcool depois do meio-dia)
sábado, 27 de novembro de 2010
Tenho cá para mim
que as fãs do Tony Carreira que esgotam os concertos, são sempre as mesmas. É única forma que eu tenho de perceber este fenómeno.
(sim, estou a ver o noticiário da TVI)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Hoje, quando vi a brigada de trânsito
senti uma pontada de pânico, como sempre. Deve ser aquela coisa do instinto de defesa animal ou qualquer coisa do género. Mas depois lembrei-me de que não ia bêbada (por acaso), nem tinha 2kg de haxixe debaixo do banco (por acaso), nem nenhum cadáver na bagageira (por acaso). Suspirei de alívio, limpei as gotas de suor da testa com a palma da mão e passei por eles cheia de uma confiança desafiante. Sorri-lhes e tudo.
domingo, 21 de novembro de 2010
A Júlia Pinheiro
lembra-me o cheiro a refogados. Qualquer coisa nela me diz que ela deve cheirar sempre a refogado. Sempre, sempre. Mesmo quando sai do duche.
Enfim.
Enfim.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Às vezes, quando não tenho mais nada para fazer
meto-me a pensar no que aconteceria se eu metesse todos os contactos que tenho no MSN na mesma divisão. Ou num escritório... como seria se trabalhássemos todos na mesma empresa. Quem gostaria de quem? Quem odiaria quem? Quem diria mal de quem? Quem apunhalaria quem pelas costas?
E será que se os conhecesse num contexto assim, falaria sequer com a maioria deles? Será que a pessoa física inspiraria em mim a mesma simpatia que a pessoa virtual?
Dá que pensar, dá.
nota: este post prova que eu tenho de facto demasiado tempo livre. Tenho de aprender a fazer croché ou qualquer porra assim.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Diz que é o décimo primeiro mandamento satânico
"When walking in open territory, bother no one. If someone bothers you, ask him to stop. If he does not stop, destroy him."
(Se isto não mete o "guardar castidade nos pensamentos e nas obras" a um canto, vou ali e já venho. )
Felizmente, para o departamento de medicina legal, há muita maneira de destruir uma pessoa. Se se resistir ao primeiro impulso de pegar num lápis e espetá-lo na jugular de alguém, fica aberto o caminho para uma destruição limpa. Sem espalhafatos. É uma questão de estratégias (não é, Sun Tsu?).
Antes de se partir para uma guerra há que ponderar se essa guerra merece a pena ser travada. Qual é o gozo de lutar com um débil mental, um acéfalo, um ser desprezível e patético? A maior parte das vezes o assunto nem merece uma segunda contemplação, quanto mais...
Desta forma, só me resta fazer uma pequena alteração ao mandamento: "When walking in open territory, bother no one. If someone bothers you, ask him to stop. If he does not stop, destroy him, if it's worth the trouble."
Era só isto.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
É aquela coisa da ganância
ter entrado na perfumaria para pedir uma informação e ver o meu perfume favorito em forma de tester mesmo ali. Logo ontem, em que nem tinha colocado perfume. E o perfume é caro porra. Obscenamente caro. Sei lá quando vou poder comprar, e o meu em casa, a meio centímetro do fim... uma tristeza, é o que vos digo. Já faz eco quando lhe pego. Triste, triste.
Agarro no tester e borrifo-me uma vez, e depois outra, outra e outra. E ainda outra, qual gula descontrolada. E o perfume é doce, extremamente doce. Comigo é assim. Ou é ou não é. Não quero cá cheirinhos frescos e versões de Verão ou lá o que é.
E fiquei enjoada. Enjoadíssima qual justiça divina. A bambalear pelos corredores e a bater com as fuças nas paredes. O dia todo enjoada. À beira do vómito. Tira a écharpe, mete écharpe. Olhos que rolavam nas órbitas... um horror.
E foi assim que eu aprendi mais uma valiosa lição.
sábado, 13 de novembro de 2010
A única mulher capaz de fazer tremer estes meus pilares de heterossexualidade
Eu peço desculpa por este post estar a rebentar pelas costuras com tanto conteúdo. Não era suposto. Foi mesmo sem querer, juro. Desculpem, a sério. Estava nos rascunhos. (m, esta é para ti, coisamailinda)
E para quem acha que este post não tem conteúdo nenhum... olha, azarinho. Não tenho culpa que hajam pessoas sem pingo de imaginação.
imagem Monica OMFG Bellucci *calor*
E de qualquer das formas
nem percebo qual é o objectivo de escrever posts ao Sábado. Ou ao Domingo. Ninguém lê nada aos fins de semana. Só lêem durante a semana... porque estão no trabalho. O que não deixa de ser no mínimo dos mínimos muito esclarecedor e irónico.
As eras
agora duram uma semana/semana e meia.
E ao que parece estamos na era da "coligação". Durante uma semana/semana e meia, só vamos ouvir falar em "coligação". A era passada foi a era "taxa de juro", antes dessa foi a era "FMI", antes dessa foi a era "orçamento de estado" e assim sucessivamente. Não sei se sucessivamente é a palavra apropriada, porque estou a falar do que já passou. Deveria ser precedentemente. Ou não. Não. Sei lá.
Os posts dos sábados à noite são perigosos. Nada de bom pode sair daqui. Alguém me devia arrancar o computador das mãos, é o que é.
Promessa a mim própria
5 posts antes da meia noite. É o que te digo.
O conteúdo não importa. Aliás, pretendo que tenham o mínimo de conteúdo possível. O conteúdo, como podes constatar por aí, é overrated. Não interessa um chavo. Quem quer coisas com conteúdo? Ninguém. Meia dúzia de pessoas talvez. Os conteúdos fazem pensar. Já ninguém gosta de pensar. Nem de se mexer. As pessoas não gostam de se mexer nem de pensar. É o comando para a TV, o comando para o portão, é dar duas palminhas para acender as luzes, é o touch screen (oh, o touch screen) que evita que sequer carreguemos em botões. Basta afagar a coisa assim ligeiramente. O mínimo de esforço possível. Essa é a palavra de ordem. Mínimo de esforço possível.
Pá, desculpa lá... deu-me para isto hoje. Podia ser pior. Ser viciada em Nutella, por exemplo. Isso era bem pior. Apre!
nota1: "afagar a coisa ligeiramente" é para ser levado à letra okay? Não tem duplo sentido. Isso que fique aqui bem esclarecido.
nota2: este foi o nrº1, e não o 0.
nota1: "afagar a coisa ligeiramente" é para ser levado à letra okay? Não tem duplo sentido. Isso que fique aqui bem esclarecido.
nota2: este foi o nrº1, e não o 0.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Eat ,Pray, Love
Seca pá! Seca! Tão seca que nem acabei de ver. São cada vez menos os filmes que merecem que eu fique acordada até à uma da manhã. Acabo de ver hoje, se calhar.
Deixou-me preocupada isto de não ter gostado deste filme. Tenho a certeza de que há uns 3 ou 4 anos teria gostado. Mas não agora. Se calhar tornei-me uma irremediável cínica. Ou se calhar apenas me fartei das histórias de peregrinações de self discovery. O pessoal de Nova Iorque quer ir para Paris porque lá é que é, o pessoal de Paris quer ir para Nova Iorque porque lá é que é and so on, and so on. Ninguém está bem onde está. Todos acham que os outros países/cidades é que são interessantes. É como aquela canção do Variações, "Eu só quero estar aonde não estou".
Olha, não sei. Achei seca e cliché e pronto.
nota: O Javier Bardem é feio. É esquisito. Parece um homem das cavernas mas com roupa.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Livros que fazem uma pessoa sentir-se estúpida
que é como quem diz "Ficções" de Jorge Luis Borges.
Depois de quatro contos dos quais eu não percebi literalmente patavina, chego à "Biblioteca de Babel". Até começou bem, calminho e assim. É um conto a respeito de uma biblioteca de galerias hexagonais, de corredores sem fim e escadas em espiral, forrada a espelhos que duplicam tudo e frutas esféricas no tecto que se chamavam lâmpadas, superfícies polidas que prometem infinitos e etc, etc.
Até aqui tudo bem. Até aqui uma pessoa sempre se vai orientando e tal.
Depois começa com coisas de salas hexagonais que são uma forma necessária do espaço absoluto ou da nossa intuição de espaço... e livros circulares de lombadas contínuas que dão a volta das paredes, e bibliotecas que são uma esfera e cujo o centro é um qualquer hexágono de circunferência inacessível. Depois começa a divagar por simetrias e grafismos. Conjecturas e cifras. Corolários imediatos e tomos enigmáticos.
A coisa arrasta-se por umas dez penosas páginas, quando eu, já à beira de cortar os pulsos, leio isto: "...o símbolo biblioteca admite a correcta definição ubíquo e duradouro sistema de galerias hexagonais, mas biblioteca é pão ou pirâmide ou outra coisa qualquer, e as sete palavras que a definem têm outro valor. Tu que me lês, tens a certeza de que compreendes a minha linguagem?)."
Foi aqui que eu tive a certeza de que efectivamente o Universo gira à minha volta e de que o escritor escreveu aquelas ultimas palavras especialmente para mim. E eu, claro, vi-me na obrigação de ser brutalmente honesta. "Não Jorgito! NÃO! Não percebo ponta de corno da tua linguagem! NADA!", e depois, num acesso de crueldade gratuita do qual nada me orgulho, ainda lhe gritei "Mas tu drogas-te?!?".
Gastei eu quase €13 num livro que provoca enxaquecas... fantástico.
Eu tenho a percepção de que o homem é um génio, de que é brilhante. Não há ali quase nenhuma frase que eu conseguisse escrever, nem que dedicasse toda a minha existência a essa única frase. Mas simplesmente há livros (ou autores) que nos vergam. Eu estou aliás, completamente vergada, ao ponto de conseguir tocar com o queixo nos dedos dos pés, vejam lá bem.
(Disseram-me que lá para a vigésima vez que se lê, a coisa começa a fazer sentido. Está bem está.)
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Estou deserta que chegue o FMI
... porque adoro conhecer gente nova e interessante. Estrangeiros, uau! Intercâmbio cultural e tal. O pessoal estrangeiro é sempre tão exótico, não é? É mesmo. E depois há sempre aqueles conversas do "como é que vocês dizem isto e aquilo..?" ... E eu calculo que vá ser qualquer coisa do género "How do you say in portuguese you are so fucked?". E nós, portugueses, dizemos "Vocês estão tão fodidos". E eles repetirão com aqueles sotaques cerrados e por entre gargalhadas prazenteiras e goles de cerveja, "Voceis estan tan fudeidos! AH AH AH".
Yes we are. Oh yes we are.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O lado bom de se ser um péssimista crónico
é que por pior que as coisas possam correr, de qualquer das formas já se estava à espera.
Sou tão pessimista que até para atravessar uma rua de sentido único, eu olho para a esquerda e para a direita.
Outra fantástica benesse é que nunca me desiludo com nada. Nunca me desiludo com os meus pais, nunca me desiludo com a minha irmã, nunca me desiludo com os meus amigos, nunca me desiludo com a chuva num dia de pic-nic, nunca me desiludo com o fim da botija de gás a meio do duche, nunca me desiludo com sonhos desfeitos, nunca me desiludo com preces caídas em saco roto, nunca me desiludo com o vinho que azedou, nunca me desiludo com a despesa inesperada, nunca me desiludo com o bolo que ficou demasiado seco, ou enqueijado, ou que se partiu ao meio a desenformar.
Ser pessimista é viver num mundo livre de desilusões. É muito libertador, a sério.
Só há uma coisa capaz de me desiludir e levar à beira das lágrimas. É olhar para uma maçã cheia e vermelhuda, e ao trincar sentir-lhe a polpa farinhenta. Fico possessa!
Foi por isso que comecei a comer só maçãs Granny Smith. São sempre rijas que nem cornos e têm um travo doce/amargo completamente delicioso. E mesmo assim ontem desiludi-me com uma. Calhou-me uma sujeita esponjosa e doce. Fiquei estupefacta, atónita. Se uma pessoa não pode confiar na acidez e textura rija de uma granny smith, pode confiar em quê, ou em quem?!? O meu mundo desabou.
Adormeci a chorar, pois claro, depois de ter feito um resumo detalhado no meu diário... as folhas manchadas das lágrimas... um horror.foto por crystallicrain
domingo, 31 de outubro de 2010
Apesar de ser uma besta, continuo a gostar dele
Apesar de ser racista, xenófobo, homofóbico e conduzir bêbado, tem um ar inteligente, paternal e de tipo porreiro que me desarma sempre. Sei que não é, mas parece. Não consigo deixar de gostar. Que fazer? A menos que venha pessoalmente um dia aqui a casa partir-me os dentes ao murro, eu vou gostar sempre dele.
Realizou três filmes bestiais. O Apocalypto, o Braveheart e A Paixão de Cristo (aquele sobre uns judeus que crucificam outro judeu). Apesar de já ter visto o Apocalypto umas 3 vezes, e o Braveheart umas 374646 vezes, A Paixão de Cristo só vi uma vez. Gostava de ver novamente, mas aquilo é dose de cavalo e uma pessoa fica bater mal durante uma semana. Não consigo voltar a vê-lo. Mas caramba, um filme falado em aramaico! Genial! Quer dizer... uma pessoa sabe lá se aquilo é mesmo aramaico. Vem alguém e diz: "aquilo é aramaico" e uma pessoa como não sabe, come e cala.
Lamento imenso gostar de filmes feitos para as massas. Até fico envergonhada. Eu gostava de só apreciar cinema europeu, daquele com artistas desconhecidos e com luz esquisita. Assim uma coisa mesmo a atirar para o intelectual. Tudo muito cinzento e deprimente. Mas pronto. O que se há-de fazer? Faço parte das massas. Mas não sou uma massa qualquer. Eu é mais tagliatelle, e parecendo que não, sempre tem mais consistência.
nota1: Pois é Mel, gosto de ti. Pena seres tão filho da put@.
nota2: Isto veio a propósito de eu ontem ter visto o The Patriot. Filme demasiado longo e mais ou menos bom. Dentro do género, vá.
foto daqui
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Uma vez por semana
... vejo-me forçada a usar o expresso até Lisboa (fazer uma coisa que não digo, porque vocês não têm nada a ver com isso, ai). Já não metia os pés num autocarro desde os meus tempos de adolescente parvinha (fase essa que ainda não passou totalmente). O rapaz atrás de mim estava completamente bêbado. Fedia a vinho, e quando lhe perguntei se podia recostar o banco para trás e ele me responde com aquela voz a sumir de ébria, eu até senti uma pontinha de inveja. É que uma viagem de duas horas faz-se bem melhor se uma pessoa estiver a cair de bêbada. E então lá vou eu até à capital, descansadinha, com o mp3 enfiado pela cabeça adentro e apreciar a paisagem. Aventurar-me a ir de carro até à baixa lisboeta sem conhecer nada daquilo? Só se fosse maluca. O mais provável seria ir parar à China, o que é chato, porque eu não costumo andar com yuan's na carteira e depois ia ser uma aflição.
Ora já me estou a desviar da história, a ver se me concentro. Isto hoje não está fácil.
E é enquanto espero que o autocarro parta, que vejo um casal de jovens a comerem-se no terminal. Ora, isto à primeira vista não tem nenhum ponto de interesse. Jovens a comerem-se em terminais, jardins e escadarias de prédios é o que se vê mais por aí. Mas os jovens que eu vejo por aí a comerem-se, comem-se de uma forma muito robótica, como se estivessem a comer chupas, caramelos, pastilhas e algodão doce, tudo ao mesmo tempo... uma gulodice sem lasciva. Mas a intensidade com que estes se estavam a comer captou-me a atenção. O autocarro já trabalhava há cinco minutos e a rapariga era a única que ainda não tinha subido. Completamente absortos um no outro, nada mais existia a não ser eles. Tal qual a paixão deve ser. Tal e qual. Ele agarrava-a pela cara, pelas costas, mordia-lhe os lábios, apertava-a pela cintura, beijava-lhe o pescoço, puxava-a para si pelos cabelos, esfregavam os narizes, abraçavam-se. Quase que choravam (ele, principalmente). E apertavam-se mais e mais, comendo-se a uma velocidade cada vez mais frenética. Parecia uma cenário saído de um qualquer filme de Hollywood, mas bem feito. Nunca vi, aliás, uma intensidade destas tão bem captada numa película.
O tempo a passar, o autocarro prestes a partir e eu começo a ficar genuinamente impaciente. O desfecho daquilo só poderia ser dramático. Já via o INEM a entrar por lá adentro, os médicos de volta do rapaz, que, não aguentando a excitação, teria entrado em paragem cardio-respiratória. Mas não, com muita pena minha, nada disso aconteceu. Ela acabou por subir para o autocarro enquanto ele ficou cá em baixo a acenar-lhe. A acenar ao autocarro, entenda-se, porque do ângulo em que ele estava, não a conseguia ver. Ela em pé, a tentar vê-lo, estica-se toda, o autocarro arranca, ela desequilibra-se e cai em cima de um rapaz que estava sentado e que, tal como eu assistia a tudo, também ele com um mp3 enfiado pela cabeça adentro.
Ficam ambos a acenar um ao outro, (daquela forma que se acena às crianças quando as vamos levar à escola) até ao autocarro sair da gare.
E eu, aliviada por ninguém ter morrido, chego à conclusão de que aquilo foi um momento bonito. Foi bonito de se ver, mesmo. E mais eu nem sou muito a favor desta género de demonstrações publicas de afecto. Óbvio que daqui a dois anos já estão a viver juntos e que passados três meses terão brutais discussões sobre qual dos dois terá deixado a embalagem de leite vazia no frigorífico, mas até lá... enquanto dura este fulgor, é de aproveitar. (e vão dando espectáculos gratuitos aos transeuntes, o que também não é mau)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
As pessoas do bitaite
são seres fascinantes. É aquele tipo de pessoa que tem sempre algo a dizer a respeito de algo ou de alguém (pejorativo, claro está), mas não diz. Não claramente. Manda o bitaite. A boquinha insinuante. Normalmente é algo de tão vago que pode atingir trinta pessoas de rajada (ou quarenta, ou cinquenta). E a boca pode ser para qualquer uma delas, mas ninguém pode ter 100% essa certeza. É isso que mói. E uma pessoa vai e pergunta : "Olha lá, essa boca foi para mim?". "Para ti? Mas porquê? Não não... isso foi por causa de uma coisa que eu cá sei.". E a pessoa do bitaite não explica mais. O não explicar absolutamente nada faz parte da mística da própria pessoa.
Segundo os anais da história, a primeira pessoa do bitaite surgiu na Suméria, e iniciou esta prática fascinante com a agora célebre expressão "O que tu queres sei eu!". Sendo a Suméria a mais antiga civilização de que há memória, vejam bem ao tempo que isto já dura. Este tipo de pessoas, por mais esforços que se façam, saem sempre impunes de tudo o que dizem/insinuam. É que o bitaite é sempre tão corrosivo quanto generalista. "Não foi para ti." e pronto. Como é que uma pessoa argumenta com um "Não foi para ti"?. Não dá para argumentar. Não dá. "Então foi para quem?"... "Aaaah, isso são coisas cá minhas.". Enfim. Só ao estalo.
sábado, 23 de outubro de 2010
Desde há uma semana para cá que
... os meus seguidores são ora 113, ora 114... e dos 114 passa repentinamente para 113. E ora dos 113 passa para os 114. 113, 114, 114, 113, 113,114. Decidam-de okay? Mas que merdE.
Estava a ver a entrevista do Manuel Maria Carrilho
... e chego à conclusão de que este tipo não me inspira o mínimo de credibilidade. Olho para ele e vem-me logo à ideia a Bárbara Guimarães. Não gosto dela. Irrita-me o penteado, o sorriso e a própria existência. Irrita-me as fotos nas revistas e os anúncios de televisão. Irrita-me que vendam aos tabeloides as fotos dos filhos recém nascidos, como se aquilo interessasse para alguma coisa. Quem pensam eles que são? O Brad e a Angelina? Nah, nah. Não são. Ganhem juízo.
O meu ódio de estimação é há mais de dez anos a Bárbara. É mesmo. Gostava de ter oportunidade de lho dizer pessoalmente, "A Bárbara é um tédio, sabia? É mesmo. Entediante e petulante. Já lhe lhe tinham dito isso? Olhe que é verdade. A Bárbara, diga-se de passagem, tem a mania. Desculpe. Espero que isto não seja um choque para si. Ah é? Oh peço desculpa! Quer um copinho de água com açúcar?".
Digamos que este é um casal perfeito. Já que ele não tem carisma, é chato, entediante, tem uma voz murcha e não me prende ao ecrã. Antes pelo contrário. Pego no comando e mudo para a SIC.
E pronto. Era só isto.
Ser mãe é
... sentir o coração apertado quando ele chega a casa com os olhos marejados de lágrimas por a sua equipa de futebol ter perdido por 11-0 com os Sub 12 do Sptorting.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Apelo às pessoinhas da indústria dos cosméticos
Não percebo como é que nenhuma marca de cosméticos me contacta para experimentar as mistelas deles. Isto chega a ser doloroso e fere genuinamente o meu orgulho de... de... de coise.
Se há um nicho de mercado que eles ainda não conseguiram conquistar, esse nicho sou eu. Toda eu sou o nicho.
Não uso cremes, nem bálsamos, nem tonificantes, nem esfoliantes, nem hidratantes nem nada. Quer dizer, uma vez esfreguei um bocado de Nívea na cara, daquela que vem numas latinhas azuis, mas já foi há tanto tempo que acho que esse incidente acaba por nem contar para esta equação.
Não uso cremes, nem bálsamos, nem tonificantes, nem esfoliantes, nem hidratantes nem nada. Quer dizer, uma vez esfreguei um bocado de Nívea na cara, daquela que vem numas latinhas azuis, mas já foi há tanto tempo que acho que esse incidente acaba por nem contar para esta equação.
Mas será que nenhum génio de marketing da Avena ou assim, achará interessante converter uma pessoa como eu? É que eu não uso mesmo nada dessas coisas. Aliás, quando alguém acaba de me conhecer até costuma dizer "Olha que tu tens ar de quem não usa cremes, nem bálsamos, nem tonificantes, nem hidratantes nem nada.". Ao que eu respondo "Pois, realmente não". É isso mesmo que digo, "pois, realmente não". E depois as pessoas perguntam-me "És da família do The Thing, é?", eu respondo sempre que não e até fico um pouco ofendida com a gracinha.
Se me conseguissem convencer a mim, conseguiam convencer toda a gente. Acuso a indústria de cosmética de falta de visão. É o que é.
Se me conseguissem convencer a mim, conseguiam convencer toda a gente. Acuso a indústria de cosmética de falta de visão. É o que é.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Eu não queria
... que o meu blog fosse daqueles com comentários moderados. Mas lá vai ter (definitivamente) de ser.
Há uma diferença entre o discordar e o tentar rebaixar e humilhar.
Não é que eu não aguente ou não consiga estar à altura... nah, nada disso. Não é que eu não seja capaz de vir com um comeback brilhante capaz de calar o mais virulento dos seres. É apenas porque é chato. Só isso. É chato chegar aqui e dar de caras com um monte de baboseiras que ficam para aí a fermentar sabe-se lá quanto tempo até eu dar com elas. É tão chato como o cão resolver alçar a perninha dentro de casa porque ninguém lhe abriu a porta a tempo. E eu não quero o blog a feder. Não mo fedam, portanto. Façam log out das vossas continhas de anónimos e ide feder para os vossos próprios blogs.
Obrigada. Eu sabia que iam entender.
Esta frase alí ao lado
... está a dar comigo em doida. Em doida!
"The trick is to realize that you're always doing what you want to do... always. Nobody's making you do anything. Once you get that, you see that you're free and that life is really just a series of choices. Nothing happens to you. You choose. "
E não é mesmo assim? Por mais influências externas que uma pessoa possa ter, acabamos sempre por fazer ou não fazer aquilo que queremos. De uma forma um pouco rudimentar podemos dizer que a nossa vida se resume a uma série de valentias e de cobardias. Arriscar vs deixar-se estar. Ousar vs dormir uma sesta.
É assim mesmo e mais nada.
Ninguém tinha reparado na frase ali ao lado, pois não? Uma pessoa aqui a esforçar-se para coisE e vocês é assim. Enfim.
domingo, 17 de outubro de 2010
Juro que me tornarei escrava sexual a título vitalício
... daquele ou daquela (tanto me faz), que invente uma fibra miraculosa que possa ser utilizada na produção de todos os tecidos de forma a que nunca mais seja preciso passa-los a ferro. Nada de sprays manhosos. Não, não. Quero apanhar umas calças de ganga do estendal e vesti-las imediatamente.
A sério. Juro. Uma escrava sexual a titulo vitalício não é coisa de se deitar fora. Mesmo tratando-se de mim.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Se até ao final do ano
não encontrar emprego, entrego-me definitivamente ao alcoolismo.
nota: Ah, e pluamor da santa, poupem-me ao "não desanimes" e ao "tem calma". A sério. Poupem-me.
(há anos que andava à procura de uma desculpa minimamente decente... esta parece-me para lá de boa)
nota: Ah, e pluamor da santa, poupem-me ao "não desanimes" e ao "tem calma". A sério. Poupem-me.
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